Polícia e manifestantes entram em confronto em Seul sobre desastre com balsa

A polícia sul-coreana entrou em confronto com milhares de manifestantes, impedindo que caminhassem até o palácio presidencial, onde esperavam exigir uma resposta mais firme do governo para o naufrágio de uma balsa que matou mais de 300 pessoas há um ano.

REUTERS

19 de abril de 2015 | 15h26

Cerca de 13 mil policiais e 470 ônibus da polícia foram mobilizados na área ao redor da principal via cerimonial de Seul e 100 manifestantes foram presos, afirmou um funcionário da Agência da Polícia Metropolitana de Seul.

A manifestação ocorrida no sábado, organizada por um grupo que representa as famílias das vítimas, foi a maior nas últimas semanas, no momento em que o desastre de 16 de abril completou um ano.

A polícia disse ter usado ônibus para impedir a passagem de manifestantes ao palácio presidencial Blue House, além de canhões de água e spray de pimenta. Vários ônibus da polícia foram danificados.

Um funcionário do departamento de bombeiros disse que nove manifestantes e três policiais foram levados ao hospital, enquanto três manifestantes receberam os primeiros socorros no local.

A manifestação começou ao meio-dia de sábado (horário local), com uma multidão exigindo que o governo autorizasse um inquérito independente sobre o desastre e tomasse uma decisão imediata para içar a balsa Sewol.

A embarcação fazia uma viagem de rotina de Incheon à ilha de Jeju quando virou ao fazer uma curva acentuada e afundou. Entre as 304 vítimas, 250 eram alunos que faziam uma excursão escolar.

Mais tarde, foi descoberto que a balsa estava estruturalmente instável e sobrecarregada com cargas.

As famílias das vítimas ainda permanecem irritadas. Elas dizem que o governo decepcionou outra vez nesta semana ao não anunciar um plano imediato para retirar a balsa da água no primeiro aniversário do incidente.

A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, disse na quinta-feira que o governo vai começar a se preparar para levantar a embarcação de 6.800 toneladas, sua indicação mais clara até agora de um plano de recuperação, antes de sair em viagem de 11 dias à América Latina.

(Reportagem de Jack Kim e Tony Munroe)

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