Polícia e manifestantes entram em confronto na Coréia do Sul

Cerca de 3 mil policiais sul-coreanos atacaram mil manifestantes que protestavam contra a ampliação de uma base militar dos Estados Unidos na localidade de Pyeongtaek, 80 quilômetros ao sul de Seul. Os choques mais violentos aconteceram perto de uma escola ocupada pelos manifestantes por estar localizada no terreno onde as instalaçõesmilitares deverão ser ampliadas. Segundo a agência de notícias Yonhap, o Ministério da Defesa enviou cerca de 3 mil homens da polícia antidistúrbio, 600 engenheiros militares e 700 guardas de segurança, equipados com material pesado para reprimir manifestações. Os engenheiros começaram a cercar a área onde ficará a base americana com arame farpado. "Não podemos permitir mais atrasos. A área adquirida pelo governo foi qualificada como zona de proteção de instalações militares", anunciou o ministro da Defesa, Yoon Kwang-Ung. Batalha campal Cerca de mil de ativistas contrários à presença dos EUA na Coréia do Sul, estudantes da região e vindos de Seul, além de camponeses, se reuniram na escola Daechuri para protestar. Depois de mandar os manifestantes se retirarem, o contingente policial atacou, dando início a uma batalha campal. Muitos participantes do protesto responderam com pedras e paus. Pelos planos do governo, o terreno deverá abrigar as instalações militares que permitirão triplicar o espaço atual da base americana de Camp Humphreys, que assim se tornaria a maior base americana na Coréia do Sul. O Pentágono mantém no país mais de 30 mil soldados. Eles são parte da sua política de dissuasão dirigida à Coréia do Norte. Os camponeses querem que o terreno seja utilizado no cultivo de arroz para cerca de 70 famílias que ainda vivem na região e se opõem a abandonarsuas terras.

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