Sergey Dolzhenko/EFE
Sergey Dolzhenko/EFE

Polícia e manifestantes entram em confronto na Ucrânia

Ativistas protestam pelo segundo dia contra decisão do governo de preterir oferta da União Europeia

O Estado de S. Paulo,

25 de novembro de 2013 | 17h06

KIEV - A polícia da Ucrânia reprimiu nesta segunda-feira, 25, um protesto de cerca de 200 pessoas favoráveis à entrada do país na União Europeia nas ruas de Kiev. Os manifestantes, que ao longo do dia fizeram atos em sua maioria pacíficos, tentaram invadir um prédio do governo e bloquear um carro oficial que saía do edifício.

O bloqueio irritou os policiais, que dispararam bombas de gás contra os ativistas. Muitos gritavam palavras de ordem como "Glória à Ucrânia" e " A Ucrânia é europeia". Manifestantes laçaram cones de trânsito e outros objetos contra os policiais, que usavam máscaras de gás e estavam armados com cassetetes de borracha.

O motivo do segundo dia de protestos é a decisão do governo ucraniano de preterir a oferta da União Europeia para assinar um acordo de associação política e livre-comércio em favor de estreitar os laços com a Rússia. Os protestos contra a decisão do presidente Viktor Yanukovych vararam a noite e manifestantes acamparam em barracas na praça central da cidade.

Em uma declaração conjunta emitida dias antes da data prevista para a assinatura do acordo entre a UE e a Ucrânia, numa cúpula em Vilnius, os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disseram que a Ucrânia tinha sido submetida a pressão externa para mudar de curso.

A União Europeia não vai forçar a Ucrânia, ou qualquer outro parceiro, a escolher entre a União Europeia ou qualquer outra entidade regional", disseram eles. / REUTERS e AP

 

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