Polícia e manifestantes entram em confronto no Egito

Disparando balas de borracha e usando gás lacrimogêneo, a Polícia do Egito enfrentou manifestantes pelo segundo dia hoje. Enquanto isso, manifestantes atiravam pedras nos policiais e exigiam que o governo militar rapidamente anuncie uma data para entregar o poder a um governo eleito. Às 12h15 (hora local), o índice EGX30 da Bolsa do Egito, que funciona aos domingos, recuava 2,45%. Operadores disseram que o clima de instabilidade política no país era o responsável pelo recuo na bolsa.

GABRIEL BUENO, Agência Estado

20 de novembro de 2011 | 09h52

A polícia enfrentou cerca de 5 mil manifestantes na região do centro do Cairo, na Praça Tahrir, berço do levante de 18 dias que derrubou o regime autoritário de Hosni Mubarak em fevereiro. Ontem, duas pessoas foram mortas e pelo menos 676 ficaram feridas em confrontos similares na capital e em outras cidades. No dia 28 começará a primeira rodada de eleições para a Câmara dos Deputados no país, porém o público está insatisfeito com a demora nas reformas e com aparentes tentativas do comando militar de manter o poder mesmo sob um futuro governo civil.

"Temos uma exigência simples: o marechal deve renunciar e ser substituído por um conselho civil", afirmou o manifestante Ahmed Hani, referindo-se ao marechal Hussein Tantawi, chefe militar do Egito e durante muito tempo ministro da Defesa de Mubarak.

Os manifestantes usavam as redes sociais na internet para convocar adesões. Os militares dizem que entregarão o poder a um governo civil, mas não estabelecem uma data para isso. Segundo um cronograma aventado pela liderança militar, uma eleição presidencial pode ocorrer no final do ano que vem ou no início de 2013. Os manifestantes, porém, dizem que esse prazo é muito longo e acusam os militares de demorarem na transição. Eles querem que a entrega do poder ocorra logo após o fim do processo de eleições parlamentares, previsto para março. As informações são da Associated Press.

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