Polícia encontra 175 quilos de caviar em necrotério na Rússia

Iguaria seria servida a funcionários de hospital de São Petersburgo na festa de fim de ano

Agência Estado

30 de dezembro de 2011 | 12h50

SÃO PETERSBURGO - A polícia de São Petersburgo encontrou na quarta-feira 175 quilos de caviar estocados no necrotério de um hospital local. Um funcionário e um empresário foram detidos após a descoberta, mas ainda nesta sexta as autoridades disseram que o caso continuava a ser investigado e que ainda não sabiam se o homem será indiciado. Os homens detidos disseram que o caviar seria servido aos funcionários do hospital durante a festa de final de ano.

 

O caviar consiste em ovas não fertilizadas e salgadas de esturjão, um peixe ameaçado de extinção. Com as fortes restrições à pesca do esturjão, o caviar é cada vez mais produzido e vendido ilegalmente.

 

Com a aproximação do Ano Novo, um dos feriados mais celebrados na Rússia, a polícia tem feito uma série de apreensões de caviar. Um dia depois da apreensão no necrotério, a polícia de São Petersburgo descobriu outros 110 quilos de caviar que seriam vendidos ilegalmente em mercados locais.

 

Nesta sexta-feira, a agência de notícias Interfax informou que guardas de fronteira da cidade de Kharkiv, leste da Ucrânia, confiscaram 249 latas de caviar, avaliadas em cerca de US$ 22 mil. As latas teriam sido contrabandeadas da Rússia para a Ucrânia.

 

Na distante região leste de Khabarovsk, uma inspeção veicular levou à descoberta de 500 quilos de caviar, o que levou a polícia a realizar uma semana de investigação, informou a agência de notícias ITAR-TASS. Eles invadiram uma casa de uma vila nesta sexta-feira, onde encontraram outros 26 quilos do produto.

 

Em dois diferentes pontos ao longo da bacia do rio Amur, a polícia descobriu 47 carcaças de esturjão e 2,5 toneladas do peixe vivo. A pesca do esturjão na bacia do Amur é proibida. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
RússiacaviarnecrotérioRússia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.