Polícia encontra corpo de segundo sul-coreano executado

Autoridades confirmam que vítima foi encontrada na vila de Arizo Kalley, vestindo roupas ocidentais e óculos

Associated Press,

31 Julho 2007 | 01h51

A polícia encontrou no amanhecer desta terça-feira, 31, no centro do Afeganistão, o corpo crivado de balas do segundo refém sul-coreano assassinado pelo Taleban.   Veja Também Assista ao vídeo Al-Jazira mostra vídeo de reféns sul-coreanos Polícia encontra corpo de segundo sul-coreano executado Refém alemão do Taleban pede ajuda em vídeo da Al-Jazira O corpo da vítima, vestindo roupas ocidentais e óculos, foi achado em uma estrada da vila de Arizo Kalley no distrito de Andar, cerca de 10 quilômetros aos oeste da cidade de Ghazni, disse Abdul Rahim Deciwal, administrador-chefe da área.   A imprensa sul-coreana identificou a vítima como Shim Sung-min, de 29 anos. Ele está sendo levado a Cabul, disse o chefe da Polícia provincial, Alishah Ahmadzai. Na quarta-feira passada, eles mataram Bae Hyung-kyu, de 42 anos.   Um suposto porta-voz taleban disse que a milícia fundamentalista islâmica matou o refém coreano no anoitecer de segunda-feira, porque o governo afegão não libertou os insurgentes presos no prazo estipulado.   A Al-Jazeera transmitiu na segunda-feira, 30, um vídeo mostrando vários reféns sul-coreanos mantidos por militantes do Taleban.   Pelo menos sete mulheres aparecem no vídeo, com a cabeça coberta. Quatro estão sentadas no chão e o resto está em pé, ao lado de homens em trajes típicos afegãos, aparentemente militantes. Todas parecem ilesas. O rosto de um oriental, também com trajes afegãos, é mostrado, mas não está claro se trata-se de um refém ou de um insurgente.   O vídeo é instável e curto, aparentemente gravado por um amador num quarto em penumbra. Os reféns não aparecem falando, e a Al-Jazeera não transmitiu o áudio original. Em seu noticiário, a emissora afirmou, sem entrar em detalhes, que obteve o material "de uma fonte de fora do Afeganistão".   Reação   Segundo a BBC, ao confirmar a morte do refém, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores sul-coreano Cheon Ho-sun disse que Seul não vai "ficar sentada esperando e assistindo às vidas de nossos cidadãos sendo tiradas". "Nós condenamos e não podemos conter nossa raiva diante deste assassinato sem piedade", acrescentou Ho-sun. 

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