AFP PHOTO / POLICE NATIONALE
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Polícia encontra DNA de terrorista Salah Abdeslam em apartamento na Bélgica

Emissora local informou que suspeito de ter planejado os atentados de Paris provavelmente fugiu dos agentes durante operação antiterror

O Estado de S. Paulo

18 de março de 2016 | 10h58

BRUXELAS - Amostras de DNA do suspeito de ter organizado os atentados terroristas realizados em novembro em Paris, Salah Abdeslam, foram encontrados no apartamento no qual a polícia da Bélgica fez uma operação antiterror nesta semana. Segundo informações do jornal britânico The Guardian, a informação foi confirmada por oficiais belgas nesta sexta-feira, 18.

A emissora pública de televisão local RTBF informou que o suspeito provavelmente escapou da incursão da polícia na terça-feira. “De acordo com nossas informações, é mais do que provável que ele (Abdeslam) é um dos indivíduos que escaparam durante a troca de tiros”, disse a RTBF em seu site. Na operação mencionada, um atirador islâmico foi morto por um policial sniper.

Salah Abdeslam, de 26 anos e de nacionalidade francesa, foi criado em Molenbeek com a família. Foi ele quem alugou o Volkswagen Polo usado pelos terroristas para chegar à casa de shows Bataclan. Ele é suspeito de ter planejado os atentados que deixaram 130 mortos em novembro de 2015.

O procurador federal da Bélgica Eric Van der Sypt confirmou que o DNA encontrado no apartamento pertencia a Abdeslam, mas afirmou que ainda não se tem certeza se ele era um dos fugitivos. 

Oficiais revelaram ainda que o atirador morto na operação antiterror, Mohamed Belkaid, era conhecido como Samir Bouzid e estava na lista de procurados por ter ligação com os atentados de novembro.

Alemanha. Autoridades da Alemanha prenderam um homem de 22 anos suspeito de ser membro do grupo terrorista Estado Islâmico. Os procuradores federais disseram que o cidadão alemão, identificado como Tarik Suleyman, foi detido na quinta-feira no aeroporto de Frankfurt.

Seu nome verdadeiro não foi divulgado em razão das leis de privacidade na Alemanha. Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, os promotores afirmaram que ele viajou para a Síria em novembro de 2013 e juntou-se ao grupo em janeiro de 2014.

De acordo com o comunicado, Suleyman recebeu treinamento de armas de fogo e participou de um combate. Ele também é acusado de ter publicado fotos, vídeos e textos promovendo e apelando para a violência contra os infiéis na Alemanha. /ASSOCIATED PRESS

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