Romy Bullerjahn/EFE
Romy Bullerjahn/EFE

Polícia encontra oito crianças mortas a facadas na Austrália

Policiais chegaram ao local após receberem denúncia; uma mulher de 34 anos também foi encontrada, com ferimentos de faca no peito

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2014 | 11h41

(Atualizada às 14h40) SYDNEY - A polícia da Austrália informou nesta sexta-feira, 19, que oito crianças, com idades entre 18 meses e 15 anos, foram encontradas mortas a facadas em uma casa da cidade de Cairns, no Estado de Queensland, nordeste do país.

A mulher Larry Woosup, australiana de 34 anos, também foi encontrada na mesma residência, com ferimentos de faca no peito. Ela foi levada a um hospital e seu estado é estável.

A polícia chegou ao local após uma denúncia, segundo um comunicado da corporação, e acredita que a mulher era mãe de sete das crianças.

Woosup declarou à emissora local ABC que na casa viviam uma sobrinha e um sobrinho seus e acrescentou que algumas crianças eram filhos de sua irmã. Segundo o jornal The Australian, que cita fontes policiais, ela teria matado as crianças e tentado se suicidar.

A casa fica no bairro de Manoora, de perfil socioeconômico baixo, onde se concentram pessoas dependentes do sistema de assistência social. Brigas e crime são frequentes.

O inspetor Bruno Asnicar disse que a situação está controlada no local e descartou qualquer perigo para a população. "Esse foi um incidente trágico, mas não há nenhuma razão para que a população fique preocupada com sua segurança."

O policial informou que a cena do crime permanecerá fechada por vários dias, até que os peritos tenham terminado as investigações.

No exterior da casa, parentes e vizinhos das vítimas expressavam com lágrimas e lamentos o impacto da tragédia. "Estou comovida. Eu a vi de manhã com os filhos", disse a vizinha Bessie Mareko.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, chamou o caso de "desolador". Um incidente que chocou o país, na mesma semana do sequestro em uma cafeteria de Sydney que acabou com a morte de dois reféns e do sequestrador. "É um crime horrível. São dias difíceis para o nosso país", lamentou Abbott em comunicado. /EFE

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