Polícia encontrou 130 corpos em Bagdá nos últimos três dias

A polícia iraquiana encontrou 30 corpos com sinais de tortura em Bagdá nesta sexta-feira. Essas pessoas foram mortas durante a mais recente onda de violência sectária do país. Desde segunda-feira, mais de 130 corpos de pessoas assassinadas foram encontrados em Bagdá e arredores. Nas últimas 24 horas, sete soldados americanos morreram no Iraque. A violência no Iraque se intensificou nos últimos três dias. Todos os corpos encontrados nesta sexta-feira em Bagdá tinham sinais de tortura, e um encontrado no rio Tigre estava desmembrado. Um marine americano foi morto na sexta-feira na província de Anbar, e um soldado dos EUA morreu na quinta-feira à noite, após a explosão de uma bomba na beira de estrada no norte de Bagdá. Na quinta-feira cinco soldados americanos morreram no Iraque. Um civil árabe morreu e outros cinco ficaram feridos quando um atirador no topo de um edifício abandonado abriu fogo em bairro árabe sunita, nesta sexta-feira no centro de Bagdá, segundo a polícia. Tanto a administração dos EUA, quanto os militares, têm afirmado que assassinatos e violência estão surgindo por todo o Iraque, apesar dos militares terem afirmado que os ataques estavam limitados à partes de Bagdá não inclusas na ofensiva iniciada dia sete de agosto. O governo impôs uma proibição da circulação de veículos em Bagdá e arredores para prevenir atentados suicidas com carros-bomba e outros ataques durante as rezas de sexta-feira. A proibição é imposta toda sexta-feira. Segundo o embaixador dos EUA, John Bolton, o número de ataques semanais aumentou 15% e as mortes de iraquianos aumentaram 51% se comparados aos três meses anteriores. O alto enviado da ONU no Iraque, Ashraf Qazi, disse que o Iraque se tornou uma das áreas em conflito mais violentas do mundo. O major William B. Cadwell, porta-voz do comando no país, disse que a violência se intensificou nas áreas não atingidas pela operação de segurança chamada de "Juntos para frente", que envolve 12 mil soldados americanos e iraquianos. "Os terroristas e esquadrões da morte estão claramente mirando nos civis fora das áreas de foco", disse Cadwell na quinta-feira. Nas áreas contempladas pela operação, as forças conjuntas inspecionaram mais de 52 mil construções, encontraram 32 esconderijos de armas, detiveram 91 pessoas e apreenderam mais de mil e duzentas armas, afirmou Cadwell.Um dos poucos pontos positivos da operação para a coalizão liderada pelos EUA foi a morte do um alto membro da Al-Qaeda no Iraque e a captura de outro líder da organização.

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