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Polícia enfrenta simpatizantes da oposição nas ruas do Quênia

A polícia do Quênia disparou nestaquinta-feira gás lacrimogêneo e canhões de água contra milharesde manifestantes antigoverno que gritavam "paz" e cantavam ohino nacional durante uma tentativa de realizar uma marchaproibida. "Isso é uma ditadura agora", disse o manifestante JuliusAkech. O país vive uma onda de violência na última semana, commais de 300 pessoas mortas. O líder da oposição, Raila Odinga, prometeu desafiar apolícia e levar adiante a marcha conta a contestada reeleiçãodo presidente Mwai Kibaki. O Quênia é a maior economia do lesteafricano e um importante aliado do Ocidente na luta contra arede Al Qaeda. Milhares de pessoas deixaram a favela pró-oposição deKibera e outras áreas pobres depois do amanhecer para sedirigir ao Parque Uhuru, em Nairóbi, para o planejado protestode um milhão de pessoas banido pelo governo de Kibaki. Quando foram barrados pela polícia, alguns manifestantes --vestindo lenços brancos -- sentaram-se nas ruas, bloqueando otrânsito. Além do gás lacrimogêneo e dos canhões de água, a políciadisparou para o alto, levando a multidão a se abaixar e gritar"matem a todos nós". Os dois lados acusam o outro de genocídio durante a semanade violência, que chocou o mundo e comprometeu suprimentos decombustível e outros bens para partes da África central. "Este é um país que tem sido visto como modelo deestabilidade. Esta imagem foi afetada", disse o arcebisposul-africano Desmond Tutu, vencedor do Prêmio Nobel da Paz. Eleestá no Quênia para tentar iniciar uma mediação. "Não acredito que haja alguém que não tenha sido afetadopelas imagens que estão aparecendo, de pessoas queimadas dentrode uma igreja. Este não é o Quênia que conhecemos."

NICOLO GNECCHI E ANDREW CAWTHORNE, REUTERS

03 de janeiro de 2008 | 07h32

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