Polícia entra em confronto com manifestantes na Tunísia

A polícia da Tunísia utilizou gás lacrimogêneo hoje para dispersar um protesto contra o governo na capital Túnis, segundo testemunhas. Após as orações da sexta-feira, centenas de manifestantes se uniram para um protesto perto da sede do governo no bairro de Kasbah, para exigir a demissão dos ministro da Justiça e do Interior. As manifestações pediam a completa independência do Judiciário e que se processassem os responsáveis pela mortífera repressão do levante democrático na Tunísia, ocorrido mais cedo neste ano.

AE, Agência Estado

15 de julho de 2011 | 14h15

"Nós viemos aqui realizar uma manifestação pacífica, não temos nada contra vocês", disse Ziad, um jovem professor que viajou 120 quilômetros de Kelibia para o protesto em Túnis, falando aos policiais. "Nossas demandas são simples: a demissão dos ministros de Interior e da Justiça, sanções contra os autores dos homicídios e indenização para as vítimas." Um levante popular sem precedentes provocou em janeiro a deposição do presidente Zine el Abidine Ben Ali, um dos mais sanguinários ditadores do mundo. Jovens, porém, têm criticado o novo governo desde então.

Veículos blindados formaram um cordão no entorno dos ministérios, para evitar a chegada de jovens manifestantes às proximidades. "Nós não queremos a queda do governo, mas ele precisa parar de apoiar lacaios de Ben Ali", afirmou Ziad. "Ninguém pode sequestrar a revolução."

Em Ben Guerdane, cidade costeira no sudeste, perto da fronteira com a Líbia, um grupo de jovens formados desempregados que vinha se manifestando havia semanas fez uma "greve geral" simbólica, disse o líder sindical Houssine Betaieb à France Presse. Os manifestantes pediam "direito ao emprego" e reclamavam do fracasso do governo em combater o desemprego no país. As informações são da Dow Jones.

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