Polícia estuda DNA de terroristas em investigação na Indonésia

Atentados mataram pelo menos nove pessoas; nenhum grupo assumiu autoria, e governo não aponta culpados

Efe,

18 de julho de 2009 | 08h55

As forças de segurança indonésias centraram neste sábado, 18, as investigações dos atentados com bomba cometidos na sexta-feira em dois de hotéis Jacarta e que mataram nove pessoas na análise do DNA dos restos dos dois suicidas explodiram os artefatos, informou a polícia. Os agentes também fazem averiguações no quarto 1808 do hotel JW Marriott, no qual foi encontrado material explosivo e uma terceira bomba pronta para ser detonada, mas que foi desativada a tempo no "centro de operações" do último ataque islâmico na Indonésia.

 

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Segundo a polícia, tanto a bomba que não explodiu como as duas que foram detonadas tinham pregos, porcas e parafusos para aumentar o efeito, e são "idênticas" a outras utilizadas anteriormente pela Jemaah Islamiya, o braço da Al-Qaeda no Sudeste Asiático. Por enquanto, nenhum grupo terrorista assumiu a autoria do atentado, e o governo não apontou ainda supostos culpados.

 

Analistas afirmam que uma facção de radicais dissidente da Jemaah Islamiya e liderada pelo malaio Noordin Mohammed Top teria cometido os ataques. Top, a quem as forças de segurança consideram um especialista na fabricação de bombas, é acusado de participar, entre outros, dos atentados de Bali de 2002, o pior ataque do grupo radical e que deixou 202 mortos.

 

O atentado ocorreu na manhã de sexta-feira, quando duas bombas explodiram quase simultaneamente nos hotéis Ritz-Carlton e JW Marriott do centro financeiro da capital indonésia, deixando pelo menos nove mortos e 50 feridos. Por enquanto, entre os mortos já foram confirmados quatro estrangeiros - dois australianos, um neozelandês e um cingapuriano -, e muitos outros estão entre os feridos.

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