Polícia faz batida em escritórios da E-Vote no Equador

A polícia equatoriana realizou uma busca nos escritórios da empresa brasileira E-Vote para investigar a denúncia de um suposto crime de informática na apuração das eleições do país, ocorridas no último domingo, segundo a agência de notícias Efe.O promotor Washington Pesãntez, que participou da busca com a polícia, pediu à Justiça que proibisse a saída do país de Santiago Murray, representante da empresa brasileira, e de seus colaboradores mais próximos. Pesãntez também pediu o embargo de todos os bens da E-Vote no Equador.A denúncia contra a empresa brasileira foi feita pelo advogado independente Stalin Raza, que pediu que o Ministério Público equatoriano investigasse as razões que levaram à paralisação da contagem de votos na madrugada de segunda-feira.Segundo o promotor Pesãntez, funcionários da E-Vote disseram que o colapso foi causado por uma incompatibilidade dos seus sistemas com aqueles do Tribunal Superior Eleitoral equatoriano. Segundo essas declarações, a empresa teria se queixado do problema ao TSE, sem ter tido resposta.A E-Vote foi contratada pelo Tribunal para conduzir as contagens no pleito do Equador por um valor aproximado de US$ 5 milhões (R$ 10.6 milhões). Contudo, a empresa não cumpriu os prazos prometidos no contrato e foi severamente criticada em todo o país. A contagem dos votos foi suspensa pela empresa na noite de domingo, quando já tinham sido apurados cerca de 70% dos votos, por causa de um colapso no sistema de computador. O multimilionário Álvaro Noboa tinha 4 pontos percentuais de vantagem sobre o esquerdista Rafael Correa quando a contagem foi interrompida.A suspensão acabou levantando suspeitas de fraude, mas uma missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) garante que, mesmo com os problemas técnicos, não há indícios de irregularidades.O Tribunal Superior Eleitoral do Equador cancelou o contrato com a empresa brasileira ainda na segunda-feira.

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