Polícia faz buscas por suspeito de atentado em Boston

A polícia informou que está fazendo buscas porta a porta à procura de Dzhokhar Tsarnaev, suspeito de ter participado do atentado contra a maratona de Boston na segunda-feira. O coronel Timothy Alben, da polícia estadual de Massachusetts, declarou nesta sexta-feira que oficiais percorrerão todas as ruas até encontrarem o suspeito.

Agência Estado

19 de abril de 2013 | 15h02

O governador Deval Patrick pediu que os moradores continuem em locais fechados. Dzhokhar e seu irmão, Tamerlan, que morreu nesta madrugada, são suspeitos de matar um policial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) na noite de quinta-feira e depois sequestrar um homem em seu carro.

Os suspeitos entraram em confronto com a polícia horas depois de o FBI ter divulgado fotografias e vídeos em que eles apareciam nas proximidades da linha de chegada das maratona. O atentado matou três pessoas e deixou mais de 180 feridas.

O tio dos suspeitos, Ruslan Tsarni, morador de Maryland, pediu que Dzhozkar, de 19 anos, que está foragido, se entregue e peça perdão "às vítimas, aos feridos...Ele envergonhou nossa família, ele envergonhou toda a etnia chechena".

Os irmãos são de uma região russa marcada pela violência e viviam juntos em Cambridge, Massachusetts. Tsarni disse que não vê os sobrinhos há anos. Ele afirmou também que a família está envergonhada com os atos dos jovens e que ele ama e respeita os Estados Unidos.

Tsarni, que é irmão do pai dos suspeitos, disse não acreditar que Tamerlan e Dzhokhar tiveram uma razão ideológica para o que fizeram e os chamou de "perdedores, por não terem sido capazes de se estabelecer nos Estados Unidos e odiar todos os que conseguiram". Segundo ele, "isso não tem nada a ver com a Chechênia".

Agentes de segurança foram até a casa de Tsarni, que fica num subúrbio de Washignton, na manhã de sexta-feira e ele foi interrogado por investigadores durante várias horas. Ele saiu de sua casa e conversou com os jornalistas por cerca de sete minutos e pareceu estar chorando ao voltar para o interior de sua residência.

Tsarni disse ter ficado sabendo que seus sobrinhos eram suspeitos após receber ligações telefônicas de empresas de comunicação nesta manhã. Um outro tio dos jovens também mora na região. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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