Polícia fere 50 pessoas que bloqueavam Parlamento tailandês

Segundo canal de TV, três feridos se encontram em estado grave e outro perdeu uma perna

Efe,

07 de outubro de 2008 | 04h43

Uma manifestação que bloqueou a entrada da sede do Parlamento em Bangcoc terminou com pelo menos 50 pessoas feridas. A Polícia tailandesa disparou nesta terça-feira, 7, bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os milhares de seguidores da Aliança Popular para a Democracia (APD) que bloqueavam o local. Cerca de cinco mil manifestantes da APD haviam se entrincheirado perante as portas do Parlamento para evitar a entrada do governo do primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, que tinha previsto realizar seu primeiro discurso na Câmara Baixa. O canal de televisão Channel 3 informou que três feridos se encontram em estado grave e outro perdeu uma perna devido à explosão de um projétil de gás lacrimogêneo durante a repressão, que aconteceu no começo da manhã. Os líderes do protesto fizeram nesta segunda-feira um apelo para transferir as manifestações da sede do Governo, onde estão desde o dia 26 de agosto, ao Parlamento, que nesta terça-feira vai discutir uma lei que abriria a porta a uma reforma constitucional. Os líderes do movimento, que se opõem ao plano governamental de alterar a Carta Magna, pediram a seus seguidores para não se retirarem das principais vias de acesso ao Parlamento, apesar da pressão policial. Por sua parte, os parlamentares do opositor Partido Democrático ameaçaram boicotar a sessão parlamentar. As medidas para dispersar os manifestantes foram adotadas após a detenção de dois dos nove líderes da APD, este fim de semana, acusados de insurreição, conspiração, reunião ilegal e de rejeitar as ordens de dispersão. Eles podem ser condenados a prisão perpétua e até pena de morte, segundo as leis tailandesas. Um dos detidos é o ex-governador de Bangcoc, Chamlong Srimuang, que nesta segunda se declarou inocente da acusação de insurreição e acusou de corrupção o Executivo do primeiro-ministro Somchai Wongsawat. Srimuang, um ex-general de profundas convicções budistas, disse que as manifestações antigovernamentais continuarão enquanto o Partido do Poder Popular (PPP) governar. A legenda é considerada uma extensão do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe militar em 2006.

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