Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Polícia filipina chega a acordo com seqüestrador de crianças

A polícia nas Filipinas afirmou nesta quarta-feira, 28, que chegou a um acordo com o dono de uma creche que está mantendo 31 crianças e dois professores de seu estabelecimento como reféns em um ônibus na capital, Manila.O homem, identificado como Jun Ducat, está armado e tomou o ônibus nesta quarta-feira quando as criança e os professores seguiam para um passeio pela cidade. A polícia disse que Ducat concordou em libertar as crianças e se render nas próximas horas. Em troca, ele teria permissão para realizar uma vigília à luz de velas. Ducat disse a uma emissora de rádio através de seu telefone celular que quer educação e moradia para as 145 crianças da creche. "Eu amo estas crianças, é por isto que estou aqui", afirmou. "Eu não vou começar a atirar."CartazesO ônibus está cercado por policiais e pais das crianças. A comunicação entre a polícia e o seqüestrador está sendo feita através de alto-falantes e cartazes. O seqüestrador escreveu que possui uma metralhadora Uzi, um revólver e duas granadas.Um menino que estava com febre foi liberado. Imagens da televisão filipina mostram as crianças acenando de dentro do ônibus e policiais entregando sorvetes para serem distribuídos a elas.Autoridades disseram que Jun Ducat esteve envolvido em outro incidente com reféns, há vinte anos. Esta é a segunda tomada de reféns em Manila em duas semanas. No dia 14 deste mês, um fuzileiro tomou quatro reféns em um tribunal em um caso de despejo.NegociaçõesUm senador filipino foi o responsável pelas negociações com o seqüestrador. Ducat respondeu que queria uma vigília, com velas.Antes, a polícia tinha aceitado instalar o sistema de microfonia através do qual Ducat discursou, criticando os políticos das Filipinas por não cumprirem as suas promessas e se esquecerem das necessidades de educação e saúde do país.Após uma conversa de 40 minutos, conseguiu a libertação do motorista e de uma das 32 crianças, que estava com febre. O seqüestro, segundo Ducat, foi realizado para exigir que todas as crianças tenham educação gratuita.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.