AP Photo/Bullit Marquez
AP Photo/Bullit Marquez

Bombeiros encontram 36 corpos em cassino atacado nas Filipinas

Mortos teriam inalado fumaça; EI assume autoria de atentado, que autoridades dizem ter sido tentativa de assalto

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2017 | 18h23
Atualizado 02 de junho de 2017 | 01h17

MANILA - Bombeiros de Manila, nas Filipinas, disseram nesta sexta-feira ter encontrado 36 corpos dentro do cassino atacado por um atirador. Os mortos teriam inalado fumaça causada pelo invasor, que incendiou as mesas de jogo. O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) chegou a emitir um comunicado reivindicando a autoria do atentado, dizendo que o homem seria um de seus "soldados, mas a polícia disse se tratar de uma tentativa de assalto. 

Segundo autoridades, um homem armado invadiu o cassino, disparou várias vezes e tentou incendiar o local. O chefe da polícia das Filipinas afirmou que não havia nenhuma indicação de que tenha se tratado de um ato de terrorismo. A polícia informou mais tarde ter matado o atirador. “Ele foi abatido por nossas tropas”, informou o comandante da polícia nacional, Ronald dela Rosa, à emissora de TV GMA.

Dela Rosa afirmou à radio DZMM que apenas um homem conduziu a ação e não apontou ou disparou sua arma nas pessoas do local, o complexo turístico Resorts World Manila. Segundo ele, a motivação do homem seria a de tentar realizar um assalto. 

Disparos e altas explosões foram ouvidos logo após a meia-noite (hora local) nos prédios, localizados perto do Terminal Três do Ninoy Aquino International Airport e de uma base da Aeronáutica. 

"Não entrem em pânico, isso não é uma causa para alarme. Não podemos atribuir isso ao terrorismo", disse Dela Rosa. "Estamos trabalhando com a linha de uma tentativa de assalto, já ele não machucou ninguém e foi direito para  a sala de armazenamento das fichas. Ele estacionou no segundo andar e se dirigiu para o cassino, atirando contra uma grande tela de TV e jogando gasolina na mesa antes de atear fogo."  

Dela Rosa disse que o suspeito tinha uma aparência caucasiana. Segundo o policial, ele conseguiu escapar em meio à fumaça que impediu as câmeras de segurança de filmá-lo, mas foi perseguido e morto pela polícia.

Vídeos postados mais cedo nas redes sociais mostraram pessoas correndo com malas para deixar o local e fortes barulhos de explosões. Ao menos 13 pessoas receberam atendimento em um hospital perto por terem inalado fumaça ou se machucado ao deixar o hotel. / Reuters 

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