Polícia francesa caça assassino anti-semita

As unidades especiais da polícia francesa caçam um assassino anti-semita, e lançaram um ataque na madrugada desta quarta-feira a uma casa onde um homem, alegando vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda mantém-se escondido, informou uma fonte policial.

Agência Estado

21 Março 2012 | 02h07

A fonte disse que dois policiais ficaram levemente feridos na operação, liderada por oficiais que investigam três ataques feitos por um atirador solitário, nos quais foram mortos dois soldados que estavam de folga, na semana passada, além de três crianças em idade escolar e um rabino judeu, executados na segunda-feira em uma escola judaica de Toulouse. Os dois soldados mortos eram cidadãos franceses de origem norte-africana. Um terceiro está em coma.

Segundo fontes, a caçada ao possível assassino estava em andamento às 1h55, no horário de Brasília, e seis ou sete tiros haviam sido ouvidos nas proximidades de uma residência, em um subúrbio próximo à escola judaica Ozar Hatorah.

Uma fonte próxima à investigação disse que o suspeito havia trocado palavras com a equipe de Riad, e tinha se declarado membro da Al-Qaeda, o grupo armado islâmico fundado pelo extremista saudita morto no ano passado, Osama bin Laden.

Os corpos das três crianças e do rabino chegaram a Israel nesta quarta-feira à frente de um serviço de sepultamento em Jerusalém, disseram fontes do aeroporto local.

Os corpos do rabino Jonathan Sandler, de 30 anos, e de seus filhos, Gabriel, de 4, Arieh, de 5 e Myriam Monsonego, de 7 anos, chegaram ao aeroporto Internacional Ben Gurion, próximo a Tel-Aviv, pouco depois das 5h45 (0h45 no horário de Brasília), em um voo procedente de Paris, disseram as fontes. O avião levava também o chanceler francês Alain Juppé e cerca de 50 parentes e amigos das vítimas. As informações são da Dow Jones.

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