Gonzalo Fuentes / Reuters
Gonzalo Fuentes / Reuters

Polícia francesa detém suspeito de ataque a jornal e banco em Paris

Suspeito, identificado como Abdelhakim Dekhar, tem ligações com tiroteio ocorrido em 1994

O Estado de S. Paulo,

21 de novembro de 2013 | 03h19

A polícia francesa prendeu um homem suspeito de ferir seriamente a tiros um funcionário na sede do jornal de esquerda Libération em Paris, e por dar tiros de espingarda contra a sede de um dos maiores bancos franceses, disse o ministro do Interior da França, Manuel Valls, nesta quinta-feira, 21.

O suspeito, identificado como Abdelhakim Dekhar, de 48 anos, tem ligações com um casal envolvido em um tiroteio de 1994 em Paris no qual morreram cinco pessoas, incluindo três policiais, disse Valls em uma coletiva de imprensa. O incidente ficou conhecido como caso Rey-Maupin.

Dekhar foi preso na quarta-feira à noite em estado semi-inconsciente dentro de seu carro parado em um estacionamento de Bois-Colombes, noroeste de Paris. A polícia recebeu uma denúncia sobre o paradeiro do suspeito a partir de uma pessoa com quem ele esteve recentemente hospedado.

"Tudo sugere que ele tentou cometer suicídio", disse Valls, acrescentando que a motivação do suspeito para os tiroteios continua desconhecida.

A polícia realizou uma extensa busca pelo atirador após ele ferir um fotógrafo assistente de 23 anos no hall de entrada da sede do jornal Libération antes de fugir.

Pouco tempo depois, ele disparou pelo menos três tiros contra a sede do banco Société Générale no distrito financeiro de La Défense, sem atingir ninguém.

A seguir, o atirador sumiu na multidão da avenida Champs-Elysees, no centro de Paris, após forçar um motorista a levá-lo até lá.

A polícia conseguiu identificar Dekhar por meio de vestígios de DNA encontrados em cartuchos usados e no carro usado por ele para chegar à Champs-Elysees.

Dekhar já havia sido condenado anteriormente a quatro anos de prisão por ter comprado uma arma que foi usada pelo casal responsável pelo tiroteio em 1994, durante uma perseguição policial no leste de Paris./ REUTERS

Mais conteúdo sobre:
França

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.