EFE/Yoan Valat
EFE/Yoan Valat

'Isso é pela Síria', disse homem que atacou policial na Catedral de Notre-Dame

Mais de 900 pessoas estavam na igreja no momento do atentado; suspeito foi baleado e levado para um hospital

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2017 | 12h00
Atualizado 15 de abril de 2019 | 15h46

PARIS -  Um homem armado com um martelo tentou agredir um policial nesta terça-feira, 6, próximo à Catedral de Notre-Dame, em Paris. Segundo o Ministério do Interior, ele foi baleado e levado para um hospital.

O ministro do Interior francês, Gérard Collomb, disse que o agressor gritou "Isso é pela Síria" no momento do ataque e carregava uma identificação de "estudante argelino", documento cuja autenticidade ainda está sendo verificada. "Aparentemente o indivíduo estava sozinho", informou ele à imprensa, indicando que o agressor carregava "duas facas de cozinha".

Após a ação, ele "reivindicou ser um soldado do califado" autoproclamado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), segundo uma fonte próxima à investigação. 

Oficiais atiraram no suspeito após ele ameaçá-los com um martelo e se recusar a parar. Um policial ficou levemente ferido e o agressor foi baleado no tórax e está hospitalizado, segundo uma fonte. 

Segundo a diocese de Paris, 900 pessoas ficaram confinadas no interior da Catedral de Notre-Dame durante a operação policial. Elas foram liberadas aos poucos depois de passarem por uma revista.

Algumas estavam em choque. "Estou com duas crianças apavoradas aqui. Não é como pensei que seriam as férias", disse um turista no Twitter. A ex-vice-assessora de Segurança Nacional da Casa Branca e embaixadora americana na ONU Nancy Soderberg também estava na igreja no momento do confinamento.

A polícia de Paris disse que a operação no local já foi encerrada. "Situação controlada, um policial ferido, o autor da ação foi neutralizado e encaminhado a um hospital", indicou em sua conta no Twitter. Ainda não se sabe se o suspeito agiu sozinho.

O agente foi ferido por volta das 16h30 (11h30 em Brasília) enquanto patrulhava as proximidades da Catedral de Notre-Dame, um dos principais pontos turísticos de Paris.

Uma testemunha relatou à agência France-Presse ter ouvido "um grito muito forte" e visto "uma confusão entre a multidão". "As pessoas entraram em pânico, ouvi tiros e vi um homem deitado no chão, com sangue para todos os lados", afirmou. 

A Procuradoria antiterrorista abriu uma investigação sobre o incidente e a encaminhou para a Brigada Criminal e a Direção Geral de Segurança Interior (DGSI), explicaram fontes judiciais.

Paris continua em estado de alerta máximo depois dos ataques terroristas realizados pelo grupo jihadista Estado Islâmico nos últimos anos, incluindo diversas ações que tiveram policiais como alvo. Em abril, um agressor abriu fogo contra uma van policial na avenida Champs-Elysées, deixando um morto e dois gravemente feridos. O autor do ataque, um francês de 39 anos, foi morto pelas forças de segurança.

Os extremistas ameaçam com frequência a França por sua participação na coalizão militar internacional antiterror no Iraque e na Síria. / AFP, AP e EFE

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