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EFE
EFE

Forças de segurança da França prendem 23 suspeitos em operações contra o terrorismo

Equipes da polícia realizaram ao menos 168 incursões nas últimas 48 horas, informou ministro do Interior; outras 104 pessoas foram colocadas em prisão domiciliar e 31 armas foram apreendidas

O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2015 | 06h59

(Atualizada às 10h) PARIS - As forças de segurança da França realizaram nas últimas 48 horas pelo menos 168 operações de busca e apreensão contra suspeitos de associação com grupos terroristas nas quais 23 pessoas foram presas, 104 foram colocadas em prisão domiciliar e 31 armas de fogo foram apreendidas, anunciou nesta segunda-feira, 16, o governo.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, afirmou que "a ameaça de outros ataques terroristas continua elevada". As 104 pessoas que estão em prisão domiciliar são "objeto de um atenção especial de nossos serviços (de inteligência)", explicou o ministro.

Entre as 31 armas que foram localizada nas casas das pessoas consideradas "suspeitas por motivos distintos", havia pelo menos 19 revólveres, 8 fuzis e 4 armas de guerra, detalhou Cazeneuve. Segundo fontes próximas da operação, em Lyon, na região centro-oeste do país, foi apreendido um lança-granadas, coletes à prova da balas e um fuzil AK-47. 

As operações das foram realizadas em 19 Departamentos (Estados), incluindo Paris - e seu arredores - e todas as grandes aglomerações urbanas, como Lyon, Lille, Toulouse e Marselha. "Este é só o começo. Essas ações vão continuar. A resposta da República será de grande envergadura, será total", garantiu o ministro.

Na manhã desta segunda-feira, as autoridades disseram que "dezenas" de operações policiais estavam em atividade na França desencadeados pelo estado de emergência decretado pelo presidente François Hollande após os atentados em Paris na sexta-feira, que deixaram 129 mortos

Riscos. O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, alertou que as autoridades tem informações sobre a preparação de novos atentados "contra a França e outros países europeus" que podem acontecer nos próximos dias ou nas próximas semanas.

"Sabemos que há operações que se preparavam e que se preparam contra a França e outros países europeus", disse o premiê em entrevista à rádio RTL. "Vamos viver muito tempo com esta ameaça."

Segundo ele, os ataques de sexta-feira foram "organizados, pensados, planejados na Síria". Neste domingo, o exército francês intensificou os bombardeios a alvos na cidade síria de Raqqa, considerada quartel-general do Estado Islâmico, que assumiu autoria pelos ataques em um comunicado na internet. / AFP

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