Kenzo Tribouillard/Arquivo/AFP
Kenzo Tribouillard/Arquivo/AFP

Polícia francesa revista casa e escritórios políticos de Sarkozy

Investigação faz parte de processo sobre financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007

03 de julho de 2012 | 12h18

Texto atualizado às 14h02

 

PARIS - A polícia francesa revistou nesta terça-feira, 3, a residência e dois escritórios políticos do ex-presidente Nicolas Sarkozy em busca de provas no processo movido contra ele sobre financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007. A informação é da AP, que cita autoridades locais.

 

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De acordo com a agência, o juiz Jean-Michel Gentil e investigadores da unidade de crimes financeiros de Paris fizeram as buscas. A AP disse que a fonte deu as informações sob condição de manter-se em anonimato, por não estar autorizada a revelar informações sobre a investigação.

 

O processo contra Sarkozy se concentra na alegação de que a herdeira da fábrica de cosméticos L'Oreal, Lilliane Bettencourt, teria fornecido dinheiro ilegalmente para a campanha do ex-presidente. Lilliane é a mulher mais rica da França. Uma antiga briga de família sobre a fortuna de Bettencourt se transformou, em 2010, numa ampla investigação envolvendo questões políticas. Um contador de Bettencourt disse em 2010 que em 2007 ela deu 50 mil euros em dinheiro para o tesoureiro de campanha do ex-presidente, montante muito além do limite legal para doações individuais, que é de 4,6 mil euros.

 

Um livro lançado no ano passado sugere que o próprio Sarkozy recebeu dinheiro de campanha não declarado, afirmação também negada pelo ex-presidente.

 

Sarkozy, que deixou o cargo em maio após perder as eleições para Francois Hollande, nega as acusações. O ex-presidente se tornou alvo potencial de problemas legais desde que deixou a presidência. Ele perdeu a imunidade conferida pelo cargo em 15 de junho.

 

Liberdade de impresa

 

O caso também despertou o debate sobre a liberdade de imprensa. O jornal Le Monde abriu um processo acusando o escritório de Sarkozy de usar serviços de contrainteligência para identificar uma fonte que estava vazando informações sobre a investigação. O escritório de Sarkozy disse que nunca deu tais instruções a qualquer agência de inteligência.

 

Com AP

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