Polícia grega usa gás lacrimogêneo contra manifestantes na ilha de Lesbos

Milhares de refugiados estão presos na Grécia, sem acesso a serviços de saúde, e protestam contra acordo de imigração firmado entre União Europeia e Turquia

O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 17h16

LESBOS, GRÉCIA - A polícia grega utilizou nesta quinta-feira, 3, gás lacrimogêneo para dispersar um protesto contra a política de imigração da União Europeia na ilha de Lesbos. Cerca de 2,5 mil pessoas se reuniram no principal porto da ilha, aproveitando a presença do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que havia chegado para participar de uma conferência.

A polícia formou um grande cordão de isolamento para impedir que a manifestação avançasse até Tsipras, mas o protesto saiu de controle. Além do gás lacrimogêneo, os policiais também descarregaram granadas de som e conseguiram dispersar a multidão. Não há detalhes sobre feridos ou presos.

O acordo assinado em 2016, entre União Europeia e Turquia, deixou milhares de refugiados presos em Lesbos. O pacto definiu que os imigrantes que chegassem às ilhas gregas vindos da Turquia seriam enviados de volta ao território turco, a menos que solicitassem asilo na Grécia. A medida criou um volume grande de pedidos de asilo em Lesbos e em outras ilhas.

Já são mais de 15 mil imigrantes e refugiados presos nas ilhas gregas, sendo que a maioria está amontoada em campos superlotados. "Milhares de pessoas vivem em condições terríveis com acesso limitado a instalações médicas", disse a ONG Médicos Sem Fronteiras. "As condições nos locais estão colocando em risco a saúde e a vida das pessoas." / AP

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