Ramon Espinosa/AP
Ramon Espinosa/AP

Polícia haitiana detém 'Baby Doc' em hotel da capital

Ex-ditador saiu do local calmo e sem algemas; polícia não informou a razão da detenção

Associated Press

18 de janeiro de 2011 | 15h35

PORTO PRÍNCIPE - A polícia haitiana retirou nesta terça-feira, 18, do Hotel Karibe o ex-ditador do país, Jean-Claude Duvalier, o "Baby Doc", por uma porta traseira do estabelecimento, numa aparente detenção. A polícia não disse se ele estava sendo detido por crimes cometidos durante seu regime.

 

 

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Um contingente de policiais conduziu o ex-ditador através do hotel e para uma viatura que o esperava. Ele não usava algemas.

 

Duvalier, de 59 anos, estava calmo e não disse nada. Perguntado por jornalistas se ele estava sendo preso, sua companheira de longa data Veronique Roy, riu, mas disse nada.

 

Mona Bernadeau, uma candidata ao Senado do partido de apoio de Duvalier, disse que o ex-ditador estava sendo levado ao tribunal, mas disse não saber o porquê.

 

Fora do hotel, ele foi vaiado por algumas pessoas e aplaudido por outras.

 

Sua saída do hotel veio depois de ele encontrou a portas fechadas com funcionários judiciais dentro de seu quarto de hotel em meio a apelos de grupos dos direitos humanos e outros que pedem sua prisão.

 

Procurador superior do país e um juiz estavam entre aqueles que se reuniram com o

ex-líder no luxuoso hotel, onde está hospedado desde o seu retorno surpresa ao Haiti no domingo.

 

Dezenas de oficiais da Polícia Nacional do Haiti foram colocados no interior e ao redor do hotel, alguns deles preparados para confrontos e até mesmo guardando as escadas do local. Um veículo da polícia para o transporte de prisioneiros foi estacionado em frente à porta principal do hotel e toda a movimentação que não for oficial está proibida.

 

Baby Doc governou o Haiti como ditador entre 1971 e 1986, quando foi deposto por uma rebelião popular, passando 25 anos de exílio na França. Há uma grande perssão para que Duvalier seja processado pelos crimes cometidos durante seu regime. O ex-ditador é acusado do assassinato e tortura de milhares de pessoas, além do desvio de milhões de dólares.

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