Zoltan Balogh / Efe
Zoltan Balogh / Efe

Polícia húngara usa gás lacrimogêneo contra imigrantes em centro de acolhida

Polícia da Hungria enviará reforço para a fronteira com a Sérvia para tentar barrar o fluxo migratório na região 

O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2015 | 09h51

A polícia húngara utilizou nesta quarta-feira, 26, gás lacrimogênico em um dos centros de amparo e registro de imigrantes na cidade de Röszke, perto da fronteira com a Sérvia, por razões ainda desconhecidas, informou a emissora hirtv. Na reportagem ao vivo da televisão privada foi possível ver quando dezenas de policiais rodearam 200 estrangeiros que protestavam levantando os braços e gritando.

Segundo a hirtv, a situação caótica começou quando imigrantes foram impedidos de falar com a imprensa, mas o site index diz que o tumulto foi formado porque o grupo de imigrantes não quis permitir que as autoridades tomassem as impressões digitais.

Outro site especula que muitos imigrantes quiseram abandonar o centro de registro após serem informados de que a Alemanha anunciou que daria asilo aos exilados provenientes da Síria. Seja como for, o centro de registro, onde os imigrantes passam cerca de 24 horas antes que sejam designad um lugar de amparo, conta com uma capacidade para mil pessoas, mas segundo atualmente há ali mais do que o dobro.

A polícia húngara anunciou nesta quarta que mais de 2.100 policiais serão enviados para a fronteira com a Sérvia para tentar barrar o fluxo migratório. "A proteção da fronteira será reforçada com 2.106 policiais a partir de 5 de setembro", afirmou Karoly Papp, chefe da polícia do país. 

Recorde. As autoridades da Hungria interceptaram na terça-feira 2.533 pessoas, entre eles 555 menores, por atravessar ilegalmente a fronteira, um número que supera todos os registrados em apenas um dia até agora. A maioria das pessoas vinha da Síria, Afeganistão e Paquistão.

Espera-se que a partir desta tarde cheguem à fronteira húngara os sete mil refugiados que no fim de semana passaram da Macedônia para a Sérvia.

Neste ano, as autoridades húngaras registraram mais de 120 mil exilados que entraram na Hungria e, em sua grande maioria, depois se dirigiram rumo a outros países mais ricos da União Europeia (UE), como Áustria e Alemanha.

A Hungria constrói uma cerca ao longo de sua fronteira com a vizinha Sérvia para dificultar a imigração e tudo parece indicar que muitas das pessoas que aspiram a encontrar refúgio na UE se apressam para atravessar essa linha antes de se terminar a instalação. /AFP e EFE

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