Polícia indiana acusa políticos por massacres

A polícia acusou hoje chefes locais do partido governista da Índia e integrantes de um grupo nacionalista hindu, vinculado à agremiação, de liderarem as multidões que queimaram vivos 107 muçulmanos durante distúrbios religiosos no oeste indiano, durante a última semana. O relatório da polícia, obtido pela Associated Press, traz o nome de várias figuras influentes que participaram de dois ataques no centro comercial de Ahmadabad, parte da violência hindu-muçulmana que deixou 570 mortos no Estado ocidental de Gujarat.O Estado viveu um dia de relativa calma hoje, depois de uma semana de violência, deflagrada principalmente pela intenção de um grupo nacionalista hindu, o Conselho Mundial Hinduísta, de construir um templo num local onde existia uma antiga mesquita, no norte da Índia.O único incidente violento ocorreu quando um comboio de cinco veículos escoltado pela polícia, transportando famílias que haviam ficado cercadas num bairro da cidade de Vadodara, foi atacado por uma multidão. Pelo menos três dessas pessoas e um policial ficaram feridos. Não foi revelada imediatamente a identidade das vítimas, ou dos atacantes.Em Nova Délhi, num gesto que provavelmente aliviará a tensão, o Conselho Hinduísta anunciou hoje que respeitará qualquer que for a decisão judicial sobre o destino do terreno em Ayodhya, no Estado nortista de Uttar Pradesh. O conselho havia anteriormente ameaçado dar início à construção do templo hindu em 15 de março.Os distúrbios em Gujarat começaram quando uma multidão de muçulmanos incendiou um trem levando ativistas hindus retornando de Ayodhya, matando 58.O massacre provocou retaliações de hindus em todo o Estado.

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