Polícia indiana detém 100 tibetanos em marcha de protesto

Desde segunda-feira, 10, monges celebram a revolta de 1959 contra a China com manifestações

Associated Press

13 de março de 2008 | 05h29

A polícia indiana deteve mais de 100 tibetanos exilados quando marchavam em direção à terra nativa nesta quinta-feira, 13, em protesto depois que a China passou a ser a anfitriã dos Jogos Olímpicos, acusando-os de ameaçar a "paz e a tranqüilidade" da região, afirmaram oficiais.   Oficiais indianos temem que a marcha possa perturbar Pequim e proibir que os exilados deixem o distrito de Kangra, que fica perto da cidade de Dharmsala, ao norte da Índia, onde está o comando do governo tibetano exilado.   A marcha começou na segunda-feira, 10, o dia em que os tibetanos comemoram a revolta de 1959 contra a China. Demonstrações acontecem em todo o mundo. Na capital tibetana, Lhasa, um protesto envolveu 300 monges budistas, e foi um dos mais ousados dos últimos anos.   Pequim mantém o Tibet historicamente como parte da China, mas muitos tibetanos argumentam que a região do Himalaia foi virtualmente independente por séculos e acusam a China de tentar destruir a cultura do povo Han, o grupo étnico majoritário chinês.

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