Polícia indiana invade TV governista suspeita de corrupção

A polícia indiana invadiu nesta sexta-feira uma emissora de TV ligada ao governo, ampliando a investigação de um escândalo de corrupção que ameaça derrubar a atual coalizão e que tem afastado investidores.

RAJESH KUMAR SINGH E HENRY FOY, REUTERS

18 de fevereiro de 2011 | 10h59

O primeiro-ministro Manmohan Singh está sob crescente pressão para explicar seu envolvimento na venda ilícita de licenças de telefonia celular, mas diz que não vai renunciar. Ele atribui a culpa a um ex-ministro das Telecomunicações, que está preso.

"Buscas foram realizadas hoje nos escritórios da TV Kalaignar em conexão com o golpe do 2G", disse uma fonte do Departamento Central de Investigações, pedindo anonimato.

Há suspeitas de que empresas ligadas à Swan Telecom, sob investigação no caso da venda das licenças do sistema de telefonia celular 2G, tenham pago 47 milhões de dólares à emissora, que pertence a família que comanda o partido Dravida Munnetra Kazhagam (DMK).

Esse partido, que atua no sul da Índia, é sócio minoritário na coalizão de Singh, ajudando-o a manter uma apertada maioria parlamentar. O DMK e a Swan Telecom negam qualquer irregularidade.

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