Polícia inglesa busca pistas sobre assassino de prostitutas

Os corpos nus de cinco prostitutas foram encontrados em riachos e florestas nos arredores de Ipswich, leste da Inglaterra, ao longo dos últimos dez dias. Durante a noite, policiais vigiavam a zona de baixo meretrício. Com medo de que possam ser a próxima vítima, poucas prostitutas eram vistas nas ruas.Segundo o site do jornal britânico The Guardian, a polícia disse que durante a noite houve relatos de mais três prostitutas desaparecidas, mas todas foram encontradas em segurança até a manhã desta quarta-feira.O superintendente dos detetives da cidade, Stewart Gull, ainda de acordo com o jornal, disse em uma entrevista coletiva que "há uma significante lacuna entre quando as mulheres foram vistas por último e a descoberta de seus corpos". E ressaltou: "O ´quando´ essas garotas desapareceram é crucial para nós". Os corpos nus encontrados às margens de uma movimentada rodovia, na terça-feira, 12, provavelmente são de Clennell e de Annette Nicholls, duas prostitutas que desapareceram recentemente, disse Gull, segundo a Associated Press.Os cadáveres ainda passariam boa parte desta quarta-feira no local onde foram encontrados antes de serem encaminhados para a autópsia e identificação formal, disse Gull.A polícia local investiga a morte de mais três mulheres. Todas as vítimas trabalhavam na área de prostituição de Ipswich, uma pequena cidade situada cerca de 110 quilômetros ao leste de Londres. Todos os corpos foram encontrados a poucos quilômetros de distância um do outro.Autoridades tentam elaborar uma lista de potenciais suspeitos e analisa mais de 2.000 ligações feitas por pessoas tentando ajudar a uma linha aberta exclusivamente para cuidar do caso.Autoridades locais organizaram comboios para transportar as funcionários públicos e a câmara dos vereadores de Ipswich divulgou uma mensagem recomendando às mulheres que andem em grupos.VítimasA cidade de Ipswich está aterrorizada com os assassinatos em série de prostitutas, numa onda de crimes que rivaliza com o "Estripador de Yorkshire", um dos piores assassinos serial da história da Grã-Bretanha. Ele matou 13 mulheres ao longo de cinco anos na década de 1970.Foram achados dois corpos de mulheres sem identificação assegurada nesta quinta-feira, mas, segundo a rede britânica BBC, a polícia suspeita que o cadáveres sejam de Paula Clennell, 24 anos, and Annette Nicholls, 29 anos, desaparecidas há dias, desde a descoberta dos corpos de Gemma Adams, 25 anos, Tania Nicol, 19 anos, and Anneli Alderton, 24 anos.Alderton, segundo o The Guardian, foi estrangulada, embora o corpo de Adams e Nicol não terem evidenciado traumas físicos. A causa da morte delas não foi descoberta ainda, e mais testes estão sendo executados. Nicol foi vista pela última vez dia 30 de outubro e Adams, dia 15 de novembro. Paula Clenell, de 24 anos, foi entrevistada pela televisão na semana passada dizendo que estava com medo, mas pretendia continuar trabalhando porque precisava de dinheiro para comprar heroína. Ela desapareceu alguns dias depois.Repercussão"Não se fala em outra coisa", comentou o taxista Malcolm Moses, que na década de 1970 costumava levar prostitutas para a área portuária de Ipswich. "Não importa que elas seja prostituas. Elas sempre serão filhas de alguém, irmãs de alguém, mães de alguém", comentou."É aterrorizante. As pessoas estão com medo. Eu mesma me sinto desconfortável, e não sou o tipo de pessoa nervosa ou ansiosa", disse Liz Harfant, de 63 anos, uma líder comunitária local. "A primeira coisa que passa pela cabeça é: se essas meninas não estão mais nas ruas, então quem será a próxima vítima?"Ipswich era uma vibrante cidade portuária no século 19. Havia quase 40 prostíbulos na zona de baixo meretrício na época. Hoje em dia, as prostitutas de Ipswich oferecem seus serviços numa pequena rua de casas com paredes de tijolos à sombra do estádio do time de futebol da cidade.O jornal sensacionalista News of the World ofereceu recompensa de 250 mil libras esterlinas (equivalente a mais de 1 milhão de reais) por informações que levem eventualmente à detenção do assassino.Antes da onda de homicídios, havia cerca de 40 prostitutas trabalhando na rua, disse Hannah Besley, uma funcionária municipal responsável pela questão. A polícia recomendou a elas que procurem abrigo.

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