Polícia interroga Olmert por última suspeita de corrupção

Olmert já prestou depoimento no último dia 9 por uma hora e meia aos agentes da unidade contra a fraude

EFE

23 de maio de 2008 | 05h42

A Polícia israelense interroga nesta sexta-feira o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, em sua residência, pela segunda vez, por ocasião da última investigação aberta contra ele por suspeita de corrupção. Os agentes policiais chegaram pela manhã à casa do governante israelense, suspeito de ter recebido envelopes cheios de dinheiro do empresário americano Morris Talansky, que foi interrogado esta semana pela Polícia e no domingo terá de dar sua versão dos fatos ao juiz instrutor. O interrogatório estará centrado em contrastar com Olmert o testemunho dado ontem aos policiais por seu amigo e ex-assessor Uri Messer, informa o diário "Ha'aretz". Os investigadores acreditam que Messer, que é advogado, foi o encarregado de guardar em um local seguro de seu escritório o dinheiro entregue ao chefe de Governo israelense por Talansky. Olmert já prestou depoimento no último dia 9 por uma hora e meia aos agentes da unidade contra a fraude. O primeiro-ministro reconheceu que recebeu dinheiro de Talansky quando era prefeito de Jerusalém, no final dos anos 90, mas alega que o destinou a financiar sua carreira política, sem favorecer o empresário americano, como suspeita a Justiça. Por isso, se comprometeu a renunciar se a Justiça israelense lhe acusar formalmente de suborno. Sua eventual renúncia colocaria em risco as negociações políticas que iniciou de forma paralela com palestinos e a Síria.

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