Mandel Ngan / AFP
Mandel Ngan / AFP

Polícia investiga aparecimento de forca em museu afro-americano

Após a descoberta do objeto no museu, inaugurado no ano passado por Obama em um local situado próximo da Casa Branca, reações de indignação dos cidadãos repercutiram por todo território americano

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2017 | 18h06

WASHINGTON - A polícia de Washington anunciou a abertura de uma investigação após ter sido encontrada uma forca pendurada no Museu Nacional de História e Cultura Afro-americana, um símbolo assustador que remete à época da escravidão nos Estados Unidos. 

Após a descoberta do objeto no museu, inaugurado no ano passado pelo então presidente americano, Barack Obama, em um local situado próximo da Casa Branca, reações de indignação dos cidadãos repercutiram por todo território americano. 

A corda apareceu na quarta-feira, 31, em uma das salas do museu, que logo depois suspendeu parcialmente suas atividades por quase três horas, tempo necessário para que a polícia averiguasse se havia indícios de perigo aos visitantes. 

"O que aconteceu hoje é uma recordação dolorosa aos contínuos desafios enfrentados pelos afro-americanos", declarou Lonnie Bunch, diretor e fundador do museu, em comunicado. 

Bunch denunciou o ato como "cruel", e ressaltou que a corda representa "um símbolo de extrema violência aos afro-americanos". 

Desde a sua inauguração, o Museu Nacional de História e Cultura Afro-americana mantém uma rotatividade ininterrupta de público. Para visitá-lo, é necessário comprar a entrada pela internet com meses de antecedência. 

Na última sexta-feira, 26, uma patrulha policial encontrou uma corda para enforcamento pendurada em uma árvore nas proximidades do Museu Hirshhorn, outro museu em Washington, porém com exposições que englobam a arte moderna e contemporânea.  / AFP

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