Polícia investiga mortes nos Alpes franceses

Imobilizada pelo medo, uma menina britânica de quatro anos passou 8 horas escondida embaixo do cadáver de sua mãe ou de sua avó, no banco de trás de um carro onde foram encontradas três pessoas mortas, na quarta-feira, nos Alpes franceses. Durante boa parte do tempo policiais estavam do lado de fora investigando o crime, sem perceber a garota. Nesta quinta-feira, o mistério sobre os assassinatos continuava e o promotor de Annecy, Eric Maillaud, disse que as impressões digitais encontradas no carro, bem como amostras de DNA dos mortos e das duas meninas sobreviventes, serão recolhidas e enviadas à Inglaterra, onde se supõe que viviam as vítimas. Maillaud disse ao jornal Libération que a análise de DNA, em curso, poderá permitir a identificação de todas as vítimas.

AE, Agência Estado

06 de setembro de 2012 | 16h53

A agência de notícias Sipa reportou que a polícia francesa identificou um dos mortos como sendo o britânico Saad al Hilli, morador de um subúrbio de Londres, nascido em 1962 em Bagdá. No veículo, uma BMW com placas britânicas, também foram encontradas duas mulheres assassinadas e uma menina de sete que está ferida mas sobreviveu ao massacre. Fora do automóvel foi encontrado o corpo de um ciclista francês, identificado nesta quinta-feira. Havia um grande número de cápsulas de balas espalhadas pelo local. A polícia francesa disse que as duas meninas, de 4 e 7 anos, são irmãs. "Nós não sabemos porque as pessoas foram mortas", disse Maillaud.

Autoridades francesas tiveram dificuldades para explicar como a menina de 4 anos não foi descoberta antes. De acordo com o promotor Maillaud, ela apareceu sorrindo, abrindo os braços e falando inglês, mas não conseguiu contar o que aconteceu. Os corpos foram encontrados por um ciclista britânico que fazia uma trilha na região, conhecida por seus bosques e cachoeiras. Ele chamou a polícia, que inicialmente achou que a menina de sete encontrada com vida estivesse morta. A gendameria francesa fechou a trilha.

Segundo informações do Libération, que citou um jornalista da agência France Presse (AFP), dois passaportes, um iraquiano e outro sueco, foram retirados da BMW por uma equipe do Instituto de investigações criminais da gendarmeria nacional (IRCGN, na sigla em francês) que veio de Paris para investigar o crime.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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