AP Photo/Jeff Chiu
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Mulher com pistola fere quatro na sede mundial do YouTube e se mata

Centenas de funcionários da empresa fugiram em pânico enquanto atiradora disparava cerca de 20 tiros no prédio do maior canal de vídeos da internet; segundo boletim médico, um homem de 36 anos está em estado grave

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2018 | 17h22
Atualizado 03 Abril 2018 | 22h58

SAN BRUNO, EUA -  Uma mulher abriu fogo nesta terça-feira, dia 3, na sede mundial do  YouTube, na cidade de San Bruno, na Califórnia, feriu quatro pessoas e se matou. Centenas de funcionários fugiram em pânico enquanto a atiradora agia nas dependências do maior canal de vídeos da internet. Pelo menos 20 tiros de pistola foram disparados, segundo testemunhas. 

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 O Hospital Geral de San Francisco afirmou ter recebido três das vítimas. Um homem de 36 anos tinha o estado de saúde mais grave. Duas mulheres, de 27 e 32 anos, estavam em situação estável. 

Não estava clara em princípio a motivação para o ataque. A polícia descartou inicialmente que houvesse conexão com terrorismo. Redes de TV americanas chegaram a afirmar que a atiradora usava um véu na cabeça, mas a informação não foi confirmada. O Google, proprietário do YouTube, garantiu estar cooperando com as autoridades. A sede do YouTube está a 50 quilômetros do prédio principal do Google, em Mountain View, e a 20 quilômetros de San Francisco. 

A autora do ataque foi descrita por testemunhas como uma mulher branca de aproximadamente 30 anos. Ela abriu fogo em uma área externa reservada para refeições. As mulheres raramente são responsáveis por tiroteios nos EUA. Um levantamento recente do Washington Post indica que apenas 3 de cada 150 ataques a tiros com mais de 4 vítimas, desde 1966, foram protagonizados por mulheres. Em 2015, um casal matou 14 pessoas em San Bernardino, também na Califórnia.


A ação desta terça-feira, 3, ocorreu em meio a um debate sobre a necessidade de controlar o porte de armas nos EUA. Cerca de 1,5 milhão de pessoas participaram de manifestações, no dia 24, pedindo normas mais rígidas sobre a venda de armas de fogo, depois de um tiroteio mortal em uma escola secundária de Parkland, na Flórida, em fevereiro.

No mês passado, o YouTube disse que pretendia banir conteúdos que promovessem a venda de arsenais ou ensinassem a fazer armas. Empresas anunciaram a suspensão da venda de armamento ou imposição de controles por contra própria para evitar a compra de armas por menores de 21 anos.

Narrativa. A ação da atiradora, iniciada às 12h45 (18h45 em Brasília) teve farta descrição de testemunhas em redes sociais. Em sua conta no Twitter, o funcionário do YouTube Vadim Lavrusik disse ter visto pessoas correndo e se escondendo após ouvir tiros. “Agora, fomos retirados e estamos em segurança”, escreveu. 

Outro funcionário, Todd Sherman, disse no Twitter que estava numa reunião quando as pessoas começaram a correr. “Pensamos que era um terremoto”, afirmou. “Todas as pessoas que eu via eram atiradores em potencial”, escreveu. “Olhei para baixo e vi um rastro de sangue no chão e nas escadas.” 

Amigo de um funcionário do Google, Will Hudson disse ter recebido uma mensagem sobre o ataque. “Tem um atirador no meu prédio. Eles estão retirando as pessoas”, disse. Segundo a polícia, a primeira vítima foi encontrada na porta de entrada do prédio.

Imagens de TV mostravam centenas funcionários da empresa deixando o prédio em fila, com os braços levantados para serem inspecionadas pela polícia. O Escritório para Álcool, Tabaco, Armas e Explosivos, que monitora ataques a tiros nos Estados Unidos, também enviou agentes para o local. / NYT, AP, AFP REUTERS

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