EFE/Gerry Penny
EFE/Gerry Penny

Reino Unido investigará mortes que podem estar ligadas à Rússia

Entre os 14 mortos estão alguns críticos do presidente Vladimir Putin; autoridades isolaram alguns locais onde o ex-agente duplo Serguei Skripal e a filha Yulia foram vistos no dia em que foram atacados com uma substância química

O Estado de S.Paulo

13 Março 2018 | 11h13

LONDRES - A ministra do Interior britânica, Amber Rudd, disse que a polícia e o serviço de segurança doméstica investigará as mortes no país que podem estar ligadas à Rússia. Em uma carta divulgada nesta terça-feira, 13, ela afirmou que o governo está analisando seriamente as alegações de que 14 vítimas tenham ligação com Moscou.

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“Nas próximas semanas, vou querer me certificar de que as alegações não são nada além disso”, afirmou Rudd. “A polícia e o MI5 (serviço secreto britânico) concordam e acompanharão esse esforço.”

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O portal BuzzFeed disse em 2017 que 14 mortes no Reino Unido e nos EUA - que datam de 2006 - podem estar ligadas à Rússia. Os casos incluem alguns críticos do presidente russo, Vladimir Putin, como o ex-espião Alexander Litvinenko, morto após beber um chá contaminado com o elemento radioativo polônio-210.

Isolamento

A polícia britânica isolou a cancela de um estacionamento na cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra, enquanto as autoridades tentam refazer os passos do ex-agente duplo russo Serguei Skripal e da filha dele, Yulia, que foram atacados no dia 4 de março com um agente neurotóxico.

A cancela foi coberta com uma proteção semelhante à que foi colocada nos outros locais onde as duas vítimas, que estão internadas em estado grave, foram vistas no dia do ataque. Os dois foram encontrados no banco de um parque de Salisbury, que também foi isolado.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou no Parlamento que é "altamente provável" que a Rússia seja responsável pelo envenenamento de Skripal e deu um ultimato até esta terça-feira para que Moscou apresente uma explicação. / AP

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