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Polícia isola Praça da Paz para evitar protestos

A polícia isolou hoje a Praça da Paz Celestial, para evitar anunciados protestos da proscrita seita Falun Gong, um dia depois que cinco de seus seguidores atearam fogo a seus corpos no coração simbólico da China. O dramático protesto deixou uma mulher morta, quatro pessoas feridas e marcou uma perigosa reviravolta no crescente impasse de 18 meses entre o movimento espiritual e o governo comunista. Em resposta, a polícia de Pequim impôs as mais fortes medidas de segurança na praça em anos, marcando o início do ano novo lunar, o principal feriado da China.Centenas de policiais uniformizados e agentes à paisana patrulhavam a vasta praça e seus arredores. Quando pedestres se aproximavam da praça, a polícia checava seus documentos, dava buscas em bolsas, fazia as pessoas esvaziarem os bolsos e abrir seus casacos para garantir que não escondiam nada. Para verificar se as pessoas eram ligadas à seita, policiais as faziam repetir a frase "Falun Gong é um culto do mal", ou as faziam denunciar Li Hongzhi, o líder do grupo que agora vive nos EUA, perguntando: "Li Hongzhi é um ovo bom ou ruim?" A inspeção conseguiu afastar alguns membros da seita, mas uns poucos ainda conseguiram promover protestos.Um homem subiu no topo de um monte de neve acumulada dentro da praça e desenrolou uma faixa, antes de policiais o imobilizarem e levá-lo num veículo. "Falun Dafa é boa", gritou um homem de dentro de uma viatura policial enquanto era levado, usando o nome alternativo do grupo. Testemunhas viram quatro pessoas serem detidas. Apesar dos protestos isolados, o intenso policiamento permitiu que prevalecesse a calma na praça coberta de neve, mas com poucos turistas, atraídos pelas festividades pelo início do ano da serpente.O cenário foi muito diferente do ano novo lunar passado, quando a polícia chutou e agrediu numerosos manifestantes que protestavam pela proibição da seita, que atraiu milhões de seguidores desde a década passada.

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