Polícia israelense vai interrogar filho de Sharon

A polícia convocou Omri Sharon, filho do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, para um interrogatório sobre o seu possível envolvimento na suposta compra de votos nas eleições para o comitê central do partido Likud, em 9 de dezembro. Segundo a investigação que está em andamento, e diversos testemunhos, Omri teve ligações com a compra de votos entre os 2.900 membros do Comitê Central do partido, os únicos que participaram na votação. Um dos principais suspeitos de fraudes, subornos e chantagem é o empresário Shlomi Oz, com quem Sharon mantém estreitos vínculos, dos quais diz se "orgulhar". Apesar do escândalo atingir a cúpula do Likud, com uma vice-ministra entre os interrogados, e suspeitas de que a ministra da Educação participou de maneira indireta na fraude, o bloco de direita conseguiu interromper a sua queda livre e começar a recuperar. A última pesquisa, divulgada hoje pelo diário Yediot Aharonot, dá ao Likud 35 dos 120 deputados, o que o situa num ponto intermediário nas intenções de voto recolhidas durante os últimos meses. Apesar do escândalo vir à tona depois das primárias, a polícia suspeita que a fraude tenha começado dois meses antes, quando se constituiu o Comitê Central do Likud.

Agencia Estado,

27 Dezembro 2002 | 10h47

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.