Polícia italiana detém chefão da Camorra

Letizia estava na lista dos mais procurados; mais 70 mafiosos são presos em outra operação

Associated Press e Efe, ROMA, O Estadao de S.Paulo

20 de maio de 2009 | 00h00

A polícia da cidade italiana de Caserta, 30 quilômetros a nordeste de Nápoles, prendeu ontem Franco Letizia, de 31 anos, um dos foragidos mais procurados da Itália, acusado de chefiar o clã criminoso Bidognetti, ligado à máfia napolitana, conhecida como Camorra. Numa operação separada, em Nápoles, foram detidos 70 membros do clã Amato-Pagano, também da Camorra. O chefe da polícia, Vittorio Pisani, disse que as forças de segurança desfecharam um duro golpe contra o clã. Esse braço da máfia havia vencido uma sangrenta disputa por território com a família Di Lauro, no início dos anos 90. A polícia continua à procura de outras dezenas de suspeitos, citados em mandados de prisão.Os investigadores suspeitam que Letizia tenha assumido o comando do clã Bidognetti depois da captura, em janeiro, de Giuseppe Setola, considerado o mentor intelectual de vários crimes executados há um ano para eliminar bandos rivais e punir empresários que se recusavam a pagar por proteção.Franco Letizia, que constava da lista dos cem criminosos mais perigosos da Itália, estava foragido havia mais de um ano. A polícia de Caserta disse ter descoberto seu esconderijo, em San Cipriano d?Aversa, depois de vários meses de interceptações telefônicas.VITÓRIAO ministro da Defesa, Ignazio La Russa, disse em comunicado que a investida policial representou "um golpe decisivo contra os responsáveis por crimes odiosos, ligados ao tráfico internacional de drogas". As ações policiais em Nápoles foram iniciadas logo após a captura na Espanha, no sábado, de Raffaele Amato, um suposto chefão da Camorra que, para os investigadores, é um dos principais importadores de cocaína na Itália.A polícia disse que a investida contra o clã Amato-Pagano também teve como alvo a riqueza ganha ilicitamente pela família e outros gângsteres.Emissoras de TV locais afirmaram que a Justiça apreendeu bens do clã Amato-Pagano em Luxemburgo, Espanha, Alemanha e outras partes da Europa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.