Polícia italiana prende suspeitos de explosão em escola

Investigadores usaram as câmeras de segurança da escola para identificá-los

DOW JONES/AP/AE, Agência Estado

20 Maio 2012 | 16h15

A polícia italiana prendeu neste domingo (20) dois suspeitos de terem provocado uma explosão na parte externa de uma escola de Ensino Médio no sul da Itália, matando uma estudante de 16 anos e deixando outras cinco seriamente feridas.

Cilindros de gás explodiram sábado (19) em um colégio feminino na cidade de Brindisi, sul da Itália, enquanto as meninas esperavam o início das aulas. Os suspeitos foram identificados por câmeras de segurança da escola.

Um deles é um ex-soldado com conhecimento em eletrônica, de acordo com o jornal italiano Corriere della Sera, que cita o site local Brindisireport. O promotor que acompanha o caso, Marco Dinapoli, já havia dito mais cedo que a explosão poderia ter sido causada por um único indivíduo.

"Não é impossível que toda a organização tenha sido feita por uma pessoa que agiu sozinha", afirmou, acrescentando que essa pessoa precisaria de treinamento com armas para manipular o mecanismo que explodiu e acioná-lo por controle remoto. "Estamos longe de saber a verdade", admitiu.

O juiz antimáfia Cataldo Motta afirmou no sábado que, embora o incidente não pareça ter sido causado pelo crime organizado local, ainda é muito cedo para descartar essa hipótese. O instituto atacado se chama Francesca Laura Morvillo Falcone, nome de uma juíza que foi morta há 20 anos com seu marido promotor, Giovanni Falcone. Ambos atuavam contra a máfia.

A ministra do Interior italiana, Anna Maria Cancellieri, que cuida da segurança doméstica do país, alertou que até o momento investigadores "não têm elementos para acusar o crime organizado".

A estudante morta na explosão do colégio foi Melissa Bassi. Suas amigas disseram que ela sonhava em se tornar uma estilista de moda. Outras quatro colegas foram hospitalizadas com queimaduras, e há relatos de melhora neste domingo.

A Itália ficou chocada com o atentado, pois reviveu as memórias de ataques organizados por militantes políticos e pela máfia nas décadas de 1970 e 1980.

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