Polícia libera líder sindical do Peru, que mantém a greve

Muñoz classificou a situação como "uma arbitrariedade e um abuso de poder"

EFE

14 Julho 2007 | 00h24

O secretário-geral do Sindicato Único de Trabalhadores da Educação do Peru (Sutep), Luis Muñoz, foi liberado nesta sexta-feira, após permanecer 24 horas detido pela Polícia, e insistiu que a greve de professores continua por tempo indefinido. Muñoz disse que há 150 professores detidos em todo o país. A situação, na sua opinião, configura "uma arbitrariedade e um abuso de poder" que impede os trabalhadores de exercer seu direito de manifestação. O secretário-geral do Sutep foi detido na quinta-feira em Lima com mais de 60 colegas. Eles tentavam chegar à sede da Presidência do Conselho de Ministros para protestar contra a promulgação da lei do plano de carreira, que criticam. Em declarações à imprensa, o dirigente sindical confirmou que "a greve continua" e exigiu que o Governo "mude a conduta" porque, caso contrário, "o país caminha rumo ao autoritarismo". O Sutep está em greve desde 5 de julho, em oposição à norma que exige capacitações e avaliações periódicas para manter seus postos em escolas públicas. Ao longo do dia foram libertados vários dirigentes sindicais e políticos que haviam sido detidos pela Polícia em Lima, acusados de obstrução do trânsito e delitos contra a tranqüilidade pública. Muñoz declarou que vai insistir em pedir a negociação coletiva e a instalação de uma mesa de diálogo com o Governo. Seis policiais que tinham sido retidos por manifestantes na região de Arequipa foram libertados, depois de quatro horas de tensão.

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