Laura Boushnak para The New York Times
Laura Boushnak para The New York Times

Polícia liberta adolescentes grávidas e 24 crianças em 'fábrica de bebês' na Nigéria

Segundo autoridades, esquema de tráfico humano negociava bebês por até US$ 1.400 

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2020 | 12h58

LAGOS - A polícia libertou 24 bebês e quatro adolescentes grávidas de uma maternidade ilegal na cidade petrolífera de Port-Harcourt, no sul da Nigéria - anunciou um porta-voz da polícia.

"Durante uma operação de infiltração na terça-feira, nossos homens descobriram uma organização dedicada ao tráfico de bebês em Port-Harcourt, onde 24 bebês de um a dois anos e quatro adolescentes grávidas foram resgatados", disse à AFP o porta-voz Nnamdi Omoni.

As maternidades ilegais são conhecidas pelas autoridades nigerianas como "fábricas de bebês", pois integram esquemas de tráfico de pessoas. Outros estabelecimentos do mesmo tipo foram descobertas pela polícia do país nos últimos anos. 

Bebês do sexo masculino são geralmente vendidos por 500.000 nairas (US$ 1.400), enquanto as meninas são vendidas por cerca de 300.000 nairas, informou a polícia, com base em casos anteriores.

País petrolífero com uma das maiores economias da África, a Nigéria também é uma das nações do mundo com o maior número de habitantes vivendo em extrema pobreza.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) coloca o tráfico de pessoas em terceiro lugar nos crimes mais frequentes cometidos na Nigéria, depois da corrupção e do tráfico de drogas./ AFP

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