Polícia Metropolitana de Caracas mantém greve

Milhares de agentes da Polícia Metropolitana (PM) de Caracas - controlada pelo prefeito Alfredo Peña, opositor do presidente Hugo Chávez - continuam hoje, pelo segundo dia consecutivo, greve para exigir aumentos salariais e rejeitar a "politização" da corporação. O diretor de operações da PM, Emigdio Delgado, disse nesta quarta-feira à televisão estatal que "a maioria" dos agentes da PM, que conta com 8 mil homens, aderiu ao movimento.Os policiais exigem o cancelamento de dívidas pendentes desde 1999 e fazem reivindicações salariais e trabalhistas, que incluem o fornecimento de equipamentos. O prefeito metropolitano Alfredo Peña reconheceu o protesto como "justo", mas o atribuiu a um suposto plano político incentivado pelo governo de Chávez, seu forte opositor. No entanto, o próprio comissário Emigdio Delgado negou o caráter político da greve, enquanto um grupo de policiais metropolitanos alojados em uma das sedes da PM exigia assumir o controle da instituição, em substituição ao comissário Henry Vivas.

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