Polícia mexicana encontra nove cadáveres decapitados

As autoridades mexicanas localizaram nesta segunda-feira, em dois Estados do país, nove corpos decapitados, e pelo menos em um dos casos a suspeita é de crime ligado ao narcotráfico.

AE-AP, Agência Estado

07 de junho de 2010 | 19h02

Na cidade de Cuernavaca, no Estado de Morelos, a polícia encontrou nesta madrugada os corpos decapitados de três pessoas não identificadas, e junto aos cadáveres as três cabeças dentro de bolsas de plástico, informou a promotoria da Justiça estadual. Junto aos restos mortais foi deixada uma mensagem escrita num papelão, a qual advertia que o mesmo acontecerá a quem apoiar Edgar Valdez Villareal, um bandido apelidado de "La Barbie" e que segundo as autoridades disputa o controle do cartel dos irmãos Beltrán Leyva.

O governo disse que após a morte em dezembro de Arturo Beltrán Leyva, que era considerado o líder do cartel que leva seu sobrenome, começou uma batalha entre o seu irmão Héctor e "La Barbie" pelo comando da organização criminosa. Enquanto isso, na cidade de Gómez Palacio, no Estado de Durango (norte) foram localizados os corpos de seis homens decapitados e duas cabeças humanas dentro de bolsas plásticas, informou a promotoria estadual.

No domingo, a polícia localizou seis cadáveres, três deles com cortes no peito para se extrair o coração deles, em uma caverna da cidade turística de Cancún, no sudeste do país. O procurador de Justiça estadual de Quintana Roo, Francisco Alor, informou que ainda está sendo investigada a identidade dos quatro homens e das duas mulheres encontradas em uma caverna de seis metros de profundidade. A procuradoria informou que três dos corpos tinham a letra "Z" marcada no abdômen, aparentemente com uma faca. Os corações também tinham a mesma letra.

As autoridades ainda não informaram oficialmente se o caso é um acerto de contas do narcotráfico, mas no passado já se encontrou no México cadáveres com marcas similares, aparentemente referindo-se ao cartel Los Zetas.

Nos últimos anos, Cancún tem sido apontada como uma zona de operações de cartéis do narcotráfico. Há alguns dias, foi preso o prefeito da cidade, Gregorio Sánchez, que tentava se eleger governador de Quintana Roo. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e de vínculos com os cartéis das drogas dos irmãos Beltrán Leyva e com Los Zetas.

Na madrugada de domingo, três homens morreram após um grupo armado invadir uma festa de 15 anos, no Estado de Guerrero, no sul do país. O ataque ocorreu na cidade de Coyuca de Catalán e deixou outras três pessoas feridas, segundo a Secretaria de Segurança Pública de Guerrero. Coyuca de Catalán fica mais de 300 quilômetros a sudoeste da Cidade do México, nos limites do Estado de Michoacán, uma região onde nos últimos anos houve vários incidentes atribuídos ao narcotráfico e ao crime organizado.

A violência e as máfias mexicanas deixaram mais de 22.700 mortos desde dezembro de 2006, quando o presidente Felipe Calderón lançou uma ofensiva contra os cartéis das drogas. Além de disputarem o controle dos negócios ilegais entre si, os grupos criminosos ampliaram os confrontos com as forças federais.

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