Polícia mexicana faz cerco a universidade de Oaxaca

A polícia federal mexicana cercou uma universidade lotada de manifestantes esquerdistas na região conflituosa de Oaxaca nesta quinta-feira, 2, liberando barricadas e atirando gás lacrimejante enquanto ativistas os atacavam com bombas de gasolina. Cerca de 200 policiais usando coletes e escudos avançaram aos portões da instituição pública, mas não entraram no campus. Sob a lei mexicana, o reitor da universidade deve dar permissão para a polícia entrar. A administração da polícia federal emitiu um depoimento dizendo que a intenção da ação era simplesmente "restaurar a ordem e a paz" nas ruas e que não planejava invatir a escola. Não houve relatos imediatos de feridos. A polícia deteve dois manifestantes em uma barricada a um quarteirão de distância da universidade, mas os liberaram mais tarde A universidade é uma fortaleza do movimento que quer a renúncia do governador de Oaxaca, Ulises Ruiz, que é acusado de fraudar a eleição de 2004 para ganhar o cargo e de organizar bandos criminosos para atacar dissidentes. Manifestantes, incluindo sindicalistas, esquerdistas e grupos de indígenas têm protestado em Oaxaca desde maio para pressionar suas exigências, e tomaram o centro da capital estadual por mais de cinco meses. Vítimas Pelo menos oito pessoas morreram no conflito, a maioria manifestantes baleados pela polícia ou por gangues. Entre as vítimas estava o jornalista ativista Bradley Roland Will, 36, de Nova York, que foi baleado enquanto filmava um tiroteio na sexta-feira. O promotor estadual disse na quarta-feira que duas pessoas foram levadas sob custódia em conexão com a morte de Will. Eles foram detidos após serem identificados por moradores locais como os atiradores, e o prefeito de Santa Lucia del Camino, Manuel Martinez, onde Will foi morto, disse que os suspeitos são agentes do município, localizado nos arredores de Oaxaca.

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