Polícia não interrogou Blair para evitar renúncia, diz jornal

divisão da polícia do Reino Unido que investiga a suposta "venda" de títulos honoríficos públicos deixou de interrogar o primeiro-ministro Tony Blair como suspeito para não provocar sua renúncia, informou no domingo, 25, o jornal inglês The Sunday Telegraph.Os colaboradores de Blair disseram aos detetives da Scotland Yard que a posição do primeiro-ministro poderia se tornar insustentável caso fosse considerado suspeito ao invés de ser uma simples testemunha do caso, diz a manchete da publicação.O chefe do governo foi interrogado pela polícia em duas oportunidades por causa da suposta "venda" de títulos na Câmara dos Lordes em troca de empréstimos ao Partido Trabalhista, prática proibida por uma lei de 1925.Nas duas oportunidades Blair foi interpelado como testemunha e não como suspeito.Segundo a matéria do jornal The Sunday Telegraph, no segundo encontro com a polícia - que aconteceu em 26 de janeiro deste ano -, os detetives queriam interrogar Blair como suspeito para que fosse esclarecida uma série de pontos relativa ao primeiro depoimento, em 14 de dezembro.Diante da situação hostil, a equipe de Blair deixou claro aos detetives as conseqüências de o líder ser tratado como suspeito. Logo depois, a polícia optou por considerar o primeiro-ministro apenas testemunha do caso.Várias pessoas subordinadas ao primeiro-ministro foram interrogadas em relação ao escândalo.A polêmica começou em março do ano passado por causa de uma denúncia do Partido Nacionalista Escocês (SNP) e após membros do Trabalhismo revelarem que o partido recebeu cerca de ? 20 milhões em empréstimos procedentes de vários empresários.Alguns deles foram posteriormente designados para ocupar uma cadeira na Câmara dos Lordes.

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