Polícia nigeriana matou 23 após atentado, diz Anistia

As forças nigerianas mataram pelo menos 23 pessoas na cidade de Maiduguri, no nordeste do país, em retaliação por um atentado a bomba atribuído a radicais islâmicos, disse a Anistia Internacional na segunda-feira.

OLUDARE MAYOWA, REUTERS

25 de julho de 2011 | 20h06

O grupo Boko Haram, que prega uma maior aplicação da sharia (lei islâmica) no país mais populoso da África, tem promovido tiroteios e atentados com bombas caseiras quase diariamente em Maiduguri e arredores.

O atentado de sábado, perto de um mercado no centro da cidade, feriu três soldados e matou vários civis, segundo autoridades e testemunhas.

Moradores então acusaram militares da chamada Força Tarefa Conjunta de usarem a força indiscriminadamente para reagir aos ataques do Boko Haram. O governo disse que houve apenas casos isolados de abuso.

"Revistas casa a casa, brutalidade, prisões ilegais, assassinatos e desaparições têm sido a prática operacional em Maiduguri já há alguns meses", disse Tawanda Hondora, subdiretora da Anistia Internacional para a África.

"A não ser que sejam tomadas medidas para assegurar que as forças de segurança operem dentro da lei e respeitem os direitos humanos sempre, da próxima vez que o Boko Haram atacar ou matar um soldado, provavelmente veremos a mesma coisa se repetir", acrescentou.

Mais de 250 pessoas já foram mortas desde julho de 2010 por pessoas supostamente ligadas ao Boko Haram, disse a anistia em nota à mídia na segunda-feira. Os ataques geralmente têm como alvos a polícia, igrejas ou lugares que servem bebidas alcoólicas ao ar livre.

Tudo o que sabemos sobre:
NIGERIAMORTESATENTADO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.