Polícia persegue manifestantes em São Petersburgo

Tropas de choque da polícia russa e manifestantes enfrentaram-se ao final de um protesto contra o governo na segunda maior cidade russa. Policiais perseguiram pequenos grupos de manifestantes, espancando alguns até que caíssem no chão para, em seguida, carregá-los em camburões. Não está claro o que desencadeou a violência após o comício de opositores do presidente Vladimir Putin, e que havia sido autorizado pelas autoridades municipais. A manifestação ocorreu sob forte presença policial, e pelo menos um helicóptero pairou sobre os manifestantes. Não há informação, até o momento, sobre o número de feridos.As autoridades locais haviam autorizado o comício numa praça da região central da cidade, mas vetaram os planos para uma passeata até a sede do governo municipal.Caminhões da polícia e soldados de capacete bloquearam a rota que a passeata poderia adotar. Ao final do comício de 90 minutos, os organizadores da manifestação não convocaram uma marcha maciça até a prefeitura, mas sugeriram aos manifestantes que se dirigissem ao prédio por conta própria, ao longo dos próximos dias. Quando a manifestação terminou, a maioria dos participantes se dirigiu a uma estação próxima de metrô, onde a violência teve início. Em um dos confrontos, policiais perseguiram um grupo que incluía o vereador Sergei Gulyayev, que já havia sido detido durante uma manifestação realizada em março. Os soldados agarraram alguns membros do grupo e os atingiram com goles de cassetete na cabeça, antes de colocá-los em ônibus. Não foi possível determinar, de imediato, se o vereador estava entre os espancados ou detidos.Em outro foco de violência, a polícia atacou um grupo que carregava uma faixa com uma declaração de amor à cidade.A violência em São Petersburgo segue-se a confrontos durante uma manifestação similar da oposição realizada, no sábado, 14, em Moscou, quando pelo menos 170 pessoas foram detidas. As manifestações, nas duas metrópoles, foram convocadas para chamar atenção para o que os oposicionistas classificam de crescente autoritarismo de Putin, no período que antecede as eleições parlamentares e presidenciais.

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