Angela Ponce/REUTERS
Angela Ponce/REUTERS

Polícia peruana revista sede do partido de Pedro Castillo

Buscas fazem parte de investigação sobre o financiamento da campanha eleitoral do recém-eleito presidente peruano

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2021 | 14h02

LIMA - Promotores peruanos e a polícia revistaram os escritórios do partido de esquerda Peru Livre neste sábado, 28, em uma investigação sobre o financiamento da campanha eleitoral que levou Pedro Castillo à presidência. 

As buscas em sete imóveis, incluindo a casa do líder do partido, Vladimir Cerrón, foram autorizadas pelo juiz Carlos Sánchez a pedido do Ministério Público. 

O MP iniciou uma investigação preliminar contra o Peru Livre por suposta lavagem de dinheiro, que inclui o novo chefe de gabinete de Castillo, Guido Bellido.

O juiz autorizou a “entrada, busca domiciliar, apreensão de bens e destravamento (que deve incluir a quebra de fechaduras, guarda-roupas, armários, escritórios particulares, cofres de metal, madeira e outros)” nas sete propriedades, segundo um documento judicial. 

As batidas são realizadas no dia em que Castillo completa um mês no poder, período marcado pelo cerco da oposição e apelos para sua destituição, e no dia seguinte à concessão do voto de confiança do Congresso ao gabinete chefiado por Bellido, que lhe permite permanecer no cargo. 

O promotor Richard Rojas comandou as operações em três imóveis em Lima e quatro na cidade andina de Huancayo, onde mora Cerrón, condenado em 2019 a quatro anos de prisão com suspensão por corrupção enquanto era governador da região (Junín). A sentença o impediu de ser candidato a vice-presidente de Castillo. 

A investigação preliminar tem como alvos Bellido e Cerrón, um médico formado em Cuba, além do partido Peru Livre, como pessoa jurídica. /AFP

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