Polícia prende 15 após conflito religioso no Egito

A polícia egípcia prendeu 15 pessoas em Alexandria após conflitos entre centenas de cristãos cópticos e muçulmanos, no final de um ato em memória de Nushi Atta Girgis, que foi assassinado na última sexta-feira, do lado de fora da Igreja dos Santos, na cidade mediterrânea. A polícia prendeu "alguns extremistas que provocaram brigas e jogaram pedras uns nos outros", disse o ministro do Interior do Egito neste sábado. Ele afirmou que os detidos "foram longe demais" quando atearam fogo a dois carros e danificaram diversas lojas. Algumas pessoas ficaram feridas e as forças policias usaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão no bairro de Sidi Bishr, onde fica a Igreja dos Santos. Reforços foram enviados ao local para manter a ordem durante a noite. Antes dos conflitos, cerca de 3 mil pessoas foram ao local para velar Girgis e líderes da igreja criticaram o governo por falhar em proteger a minoria católica no Egito. O ministro do Interior não fez distinções entre cristãos e muçulmanos quanto a quem começou o conflito. A polícia havia dito antes que foram os católicos que provocaram os muçulmanos. Os cristãos cópticos constituem 10% dos 73 milhões de egípcios e vivem pacificamente com a maioria muçulmana, apesar de alguns conflitos entre fanáticos ocorrerem ocasionalmente. O último episódio de violência entre fanáticos religiosos ocorreu em outubro do ano passado, quando muçulmanos atacaram igrejas em Alexandria, protestando contra a distribuição de um DVD que eles consideraram ofensivo ao Islã. Quatro pessoas morreram nos conflitos que se seguiram.

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