Stefan Wermuth/Reuters
Stefan Wermuth/Reuters

Polícia prende 9º suspeito por conexão com atentado em Manchester

A detenção de um suspeito de 44 anos em relação com o atentado terrorista de segunda-feira em Manchester eleva para nove o total de pessoas sob custódia por esse ataque

O Estado de S.Paulo

26 Maio 2017 | 18h47

LONDRES - A polícia do Reino Unido informou nesta sexta-feira, 26, a detenção de um suspeito de 44 anos em relação com o atentado terrorista de segunda-feira em Manchester, o que eleva para nove o total de pessoas sob custódia por esse ataque.

Este suspeito foi detido no bairro de Rusholme, ao sul do centro da cidade inglesa, como parte da investigação realizada pelas forças de segurança em torno da rede de apoio com a qual presumivelmente contou o terrorista suicida, Salman Abedi, detalharam as autoridades.

Por outro lado, um garoto de 16 anos e uma mulher de 34 detidos inicialmente foram postos em liberdade sem acusações.

Abedi, britânico de origem líbia de 22 anos, detonou uma bomba caseira na Manchester Arena na saída de um show da cantora americana Ariana Grande, deixando 22 mortos, entre eles vários menores, e 64 feridos.

Com o novo detido, a polícia interroga um total de nove homens de entre 18 e 44 anos por sua suposta relação com o ataque, entre eles um irmão de Abedi, Ismail, de 23 anos.

Além dos detidos no Reino Unido, na Líbia foram detidos outro irmão, Hashim, de 20 anos, e o pai, Ramadan Abedi.

O pai é suspeito de ter pertencido ao Grupo Islâmico de Combate Líbio (LIFG), uma organização vinculada à Al-Qaeda que participou em 2011 na revolução contra o ditador Muammar Kadafi e do qual alguns militantes supostamente viveram durante anos refugiados no Reino Unido.

O comissário-chefe da polícia da Grande Manchester, Ian Hopkins, disse hoje que os agentes fizeram "enormes progressos" e apreenderam "objetos significativos" na investigação do atentado, ainda que preveja mais detenções e várias linhas de investigação continuem abertas.

Após o ataque, o governo britânico elevou para "crítico", o mais alto na escala, o nível de alerta terrorista, e direcionou mil soldados para auxiliar a polícia em seus trabalhos de vigilância. / EFE

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