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Polícia prende cerca de 40 por protestos contra o Kremlin em Moscou

Manifestação ocorria ao mesmo tempo que protesto convocado pelo governo contra o terrorismo

Agência Estado

31 de março de 2010 | 14h03

Manifestantes gritavam 'vergonha!' para policiais. Foto: Alexander Natruskin/Reuters

 

MOSCOU - A polícia da Rússia prendeu cerca de 40 opositores nesta quarta-feira, 31, durante um protesto não autorizado, que ocorria perto de outra manifestação, esta permitida pelo governo e realizada por grupos da juventude favoráveis ao Kremlin, com a bandeira "antiterrorista". Entre 30 e 40 ativistas contrários ao governo foram detidos em uma praça no centro de Moscou, disse Sergei Udaltsov, líder da oposicionista Frente Esquerda, em entrevista à rádio Echo, da capital russa.

Entre os presos estava o escritor radical Eduard Limonov, fundador do proscrito Partido Bolchevique Nacional, segundo a agência de notícias Interfax. Um correspondente da France Presse observou a polícia afastar vários manifestantes, enquanto eles gritavam "Vergonha!, "Vergonha!".

Na manifestação favorável ao Kremlin, os oradores condenaram os atentados de segunda-feira que mataram 39 pessoas no metrô de Moscou. O protesto oficial, chamado "Geração Contra o Terror", reuniu cerca de mil pessoas, com a presença de bandas tocando rock e rap, enquanto jovens balançavam bandeiras russas. "A verdade está conosco e nós seremos vitoriosos", disse à multidão Maxim Mishchenko, líder da organização Guarda Jovem.

Uma coalizão de ativistas e grupos pelos direitos humanos contrária ao governo do primeiro-ministro Vladimir Putin havia planejado fazer uma manifestação não autorizada, na mesma praça. A maioria desse grupo, porém, desistiu após os atentados recentes chocarem o país e a coalizão favorável ao governo anunciar que pretendia fazer seu próprio protesto, contra os ataques de militantes, no mesmo lugar. As informações são da Dow Jones.

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